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Feldman acredita que Haddad crescerá nas pesquisas

Por Francisco Carlos de Assis

São Paulo – O ex-deputado federal Walter Feldman (PSDB) acredita que o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, deve crescer nas pesquisas de intenção de voto porque conta com a estrutura do partido na cidade. Ele fez a análise ao ser questionado sobre o resultado da pesquisa Datafolha, que aponta empate técnico entre o tucano José Serra e o candidato do PRB, Celso Russomanno.

Segundo a pesquisa, Haddad aparece atrás, empatado tecnicamente com a candidata do PPS, Soninha Francine. “É provável que o Haddad suba nas pesquisas por conta da estrutura que o partido (PT) tem na cidade”, disse o ex-deputado, que acompanhou Serra em visita a uma obra de urbanização realizada pela Prefeitura de São Paulo no Jardim Parque dos Lagos, às margens da Represa Billings, no extremo sul da capital paulista, popularmente conhecido como Cantinho do Céu.

Feldman disse ter recebido o resultado da pesquisa com tranquilidade. Segundo o levantamento feito pelo Datafolha com 1.075 eleitores entre os dias 19 e 20 de julho, registrado no TRE-SP sob o número 00110/2012, Serra tem 30% das intenções de voto e Russomanno aparece com 26%. O levantamento considera margem de erro de 3%. “Não estamos preocupados. Vamos trabalhar para conseguirmos ascensão na campanha e quem vier vamos enfrentar”, disse o tucano.

Feldman negou que a visita ao Jardim Parque dos Lagos teria sido estratégica, uma vez que a região é reduto eleitoral petista, com forte presença da família do deputado federal Jilmar Tatto. “O Serra, há muito tempo, está fazendo uma agenda propositiva sobre ações já realizadas pelo governo. Ele nos pediu para que estivéssemos visitando pontos que foram objetos de intervenções do Estado”, disse Feldman.

O candidato a vice-prefeito na chapa de Serra, o ex-secretário municipal de Educação Alexandre Schneider (PSD), a exemplo de José Serra, minimizou o resultado da pesquisa do Datafolha. “São normais essas variações antes do início do horário eleitoral. Vamos trabalhar para continuar em primeiro lugar e ganhar as eleições”, disse. Também considerou natural o aumento do porcentual de rejeição de Serra, segundo o Datafolha. “Como ele (Serra) é mais conhecido, tem gente que vota nele e quem não vota”, concluiu o vice na chapa de Serra.

Sobre o recente bate boca entre PT e PSDB, Feldman criticou o tom usado pelos petistas, que na quinta-feira classificaram de “fascista” um protesto de jovens tucanos contra Haddad. “Fascismo é a restrição da liberdade de manifestação. O que os jovens do PSDB fizeram foram uma manifestação. O contrário disso é que é fascismo”, disse o ex-deputado, acrescentando que “nos últimos anos quem tem adotado medidas fascistas é o PT, com restrição à liberdade de imprensa, controle da máquina pública e perseguição aos adversários”. Feldman nada falou sobre a elevação do tom das críticas ao PT por parte do candidato José Serra, que ontem comparou militantes petistas a tropas nazistas.

Schneider disse que Serra se sentiu ofendido ao saber que um protesto de jovens tucanos contra Haddad teria sido classificado de “fascista”. “Ele (Serra) é um homem culto e não gostou da comparação”, disse.