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Farah Jorge Farah é condenado a 16 anos de prisão

Réu foi acusado pela morte e esquartejamento da ex-amante. Júri rejeitou a tese da defesa de que o médico não tinha consciência de seus atos na hora do crime

Por Da Redação - 15 Maio 2014, 02h43

O ex-cirurgião Farah Jorge Farah foi condenado a 16 anos de prisão por matar e esquartejar a paciente e ex-amante Maria do Carmo Alves, em janeiro 2003. O júri terminou pouco depois da 1h desta quinta-feira. Os jurados descartaram a principal tese da defesa, a hipótese de semi-imputabilidade, que alegava que o ex-cirurgião estava fora de si no momento do assassinato e não poderia ser julgado pelos crimes que cometeu.

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Farah recebeu a pena de 12 anos pelo homicídio e mais dois anos para cada agravante: motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. Assim, sua pena aumentou em comparação aos 13 anos aos quais havia sido condenado em 2008. Aquele julgamento foi anulado porque a defesa do ex-cirurgião alegou que os laudos que comprovavam sua semi-imputabilidade não haviam sido considerados. Agora, com a nova decisão, não será possível anular o júri pelo mesmo motivo.

Na parte final do julgamento, realizada nesta quarta-feira, Farah falou por cerca de cinco horas. Houve mais uma confissão do acusado, com fortes referências a Deus e aos pais. Com uma bengala no colo, o réu disse calmamente que não tinha lembrança de todos os fatos da morte, alegou que agiu em legítima defesa e não assumiu o esquartejamento. “Eu vou continuar dizendo até que Jesus volte: eu não tenho certeza da ordem dos fatos”, afirmou o réu. O promotor André Luiz Bogado Cunha tratou o réu como um dissimulado, “um ator”.

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Sedativo – Segundo a perícia feita pela polícia após o crime, Maria do Carmo tinha resquícios de dormonid, um forte sedativo, no corpo. A acusação usou esse fato como prova de que a ação foi premeditada e que a vítima não teve chance de se defender. Farah alegou não se lembrar de ter aplicado o anestésico. Testemunhas da acusação disseram em depoimentos que o cirurgião havia abusado sexualmente delas. O réu chamou as acusações de “mentiras deslavadas”.

(Com Estadão Conteúdo)

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