‘Factoide infantil’ e ‘sabotagem’, diz vice de Renan Santos sobre filiação de Flávio ao Missão
Aroldo Medina diz que episódio foi tentativa de desviar a atenção de candidatura e defende apuração pela Polícia Federal
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Vice-candidato na chapa de Renan Santos (Missão) à Presidência da República, Aroldo Medina (Missão) classificou como “factoides infantis” e “sabotagem” o imbróglio envolvendo a filiação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Missão na última semana. (Relembre abaixo)
Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, nesta quinta-feira, 20, Medina afirmou que o episódio foi uma forma de “desviar a atenção” de problemas mais sérios e defendeu a apuração do caso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Esses factoides infantis, como aconteceu, seja lá de onde veio, e tudo indica que é mais uma sabotagem para a candidatura muito séria do Renan Santos (…) Essa sabotagem, essa infantilidade, ela tem que ser apurada. O sujeito tem que ser responsabilizado exemplarmente”, disse.
O caso veio à tona na última semana, quando a campanha de Flávio informou que o senador tinha sido impedido de registrar a sua candidatura à Presidência pelo PL no sistema da Justiça Eleitoral. Auxiliares do presidenciável divulgaram uma certidão de filiação partidária da Justiça Eleitoral mostrando que Flávio havia sido desfiliado do PL na quarta-feira, 12, e, no mesmo dia, sido filiado ao Missão. Isso acabou impedindo o registro da candidatura do senador, que acabou acionando o TSE para pedir o cancelamento da filiação ao Missão e o “retorno” ao PL — o que foi concedido pelo ministro Kassio Nunes Marques.
O presidenciável Renan Santos negou qualquer atuação por parte do seu partido, questionou o fato da filiação “fraudulenta” ter acontecido um dia antes do prazo limite para o registro de candidaturas e classificou o episódio como “maracutaia” do entorno de Flávio. Santos também acionou o TSE por falsidade ideológica e fraude.
A Corte sinalizou que a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão não foi resultado de um ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral, mas, aparentemente, do “uso indevido” de ferramentas disponibilizadas aos próprios partidos para o registro de filiados e candidatos. A Polícia Federal instaurou inquérito e apura o caso.
Pablo Marçal e ‘pedregulho’
Além do caso envolvendo a filiação supostamente fraudulenta de Flávio Bolsonaro ao Missão, Aroldo Medina também criticou o que classificou de “candidatura fake” de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência.
Nesta quinta, 20, o TSE impediu que o empresário participe de debates, do horário eleitoral e que utilize o fundo eleitoral. A medida tem caráter cautelar até que a Corte analise se Marçal pode ser candidato nas eleições deste ano — ele está inelegível por condenações relacionadas à eleição municipal de São Paulo de 2024. No sábado, 15, limite do prazo, o PRTB já havia protocolado um pedido de registro da candidatura de Marçal ao Planalto após uma decisão da Justiça Eleitoral que autorizou sua filiação ao partido.
“(…) Essa candidatura fake do Pablo Marçal também. Todo mundo sabe que o TSE não vai homologar o registro. Aí entra com um pedregulho expressivo no caminho do Renan para desviar a atenção para uma discussão séria”, disse Medina ao Ponto de Vista.
O Datafolha anunciou que vai testar pela primeira vez em uma pesquisa eleitoral para a Presidência de 2026 o cenário com Pablo Marçal entre os candidatos. O levantamento, registrado no TSE, terá perguntas sobre intenção de voto espontânea e estimulada, rejeição, cenários de segundo turno e avaliação do governo Lula. A divulgação está prevista para 21 de agosto.







