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Extremistas atacam ‘islamização’ em julgamento de autor de massacre da Noruega

Por Solum, Stian Lysberg 5 jun 2012, 12h01

Representantes da extrema direita norueguesa denunciaram nesta terça-feira uma suposta “islamização” de seu país, em declarações feitas com o objetivo de ajudar os advogados de Anders Behring Breivik a provar que seu cliente não é louco.

O 31º dia do julgamento de Breivik teve uma sucessão de ideias radicais, com a defesa tentando mostrar que os ataques de 22 de julho de 2011 são fruto de convicções ideológicas compartilhadas por uma corrente, mesmo minoritária, e não a consequência de delírios de um doente mental.

“A Noruega está em guerra, ela está no caminho da balcanização”, declarou Tore Tvedt, fundador do movimento neonazista Vigrid. “Não estamos sendo apenas atacados. Estamos em vias de erradicação”, acrescentou.

Antes dele, Arne Tumyr, chefe da organização “Pare com a Islamização da Noruega”, havia lançado um virulento discurso contra o Islã –“uma religião de violência, uma religião de guerras”– e contra o profeta Maomé, que ele chamou de “delinquente sexual, saqueador de caravanas, assassino, criminoso de guerra”.

“Consideramos o Islã uma ameaça para a sociedade e para os valores noruegueses”, disse, antes de explicar que uma creche foi obrigada não fazer referência a Leitão, amigo porco do personagem infantil Ursinho Pooh, para não afetar as crianças muçulmanas.

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Embora as testemunhas tenham manifestado pontos de vista próximos aos de Breivik, nenhuma apoiou abertamente os ataques praticados pelo extremista de 33 anos.

Frente às críticas dos advogados das partes civis, o advogado de Breivik, Geir Lippestad, explicou que esses testemunhos eram necessários para mostrar que seu cliente é são.

“Nosso objetivo não é argumentar em favor de uma opinião política, mas demonstrar que a visão de mundo do acusado é compartilhada por outros”, ressaltou.

Mesmo que isso possa valer ao réu uma longa pena de prisão, Breivik tenta ser declarado penalmente responsável por medo de ver sua ideologia ser invalidada por uma confirmação de doença mental.

No dia 22 de julho, ele matou 77 pessoas, adolescentes em sua maioria, ao explodir uma bomba perto da sede do governo, em Oslo, e, depois, abrindo fogo contra centenas de jovens trabalhistas reunidos em um acampamento de verão na ilha de Utoeya.

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