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Exército coloca 1.300 soldados na Esplanada dos Ministérios

Serão deslocados 1.300 homens do Exército e 200 fuzileiros navais para proteger prédios públicos; manifestação teve ministérios queimados e depredados

Por Robson Bonin - Atualizado em 24 maio 2017, 20h22 - Publicado em 24 maio 2017, 17h38

Para cumprir o decreto assinado pelo presidente Michel Temer (PMDB), as Forças Armadas irão mobilizar 1.300 soldados do Exército e 200 fuzileiros navais para garantir a segurança dos prédios da Esplanada dos Ministérios. Segundo o Ministério da Defesa, em um primeiro momento, as tropas passaram a ocupar o Palácio do Planalto, o Palácio do Itamaraty, o Ministério da Defesa e os Comandos da Marinha e da Aeronáutica.

Em meio aos protestos desta quarta-feira , que terminaram em confrontos entre policiais e manifestantes, 49 feridos, sete presos e prédios de ministérios incendiados e depredados, Temer determinou uma ação de Garantia da Lei e da Ordem, que permite a convocação de tropas do Exército e da Força Nacional para atuação na segurança pública. A manifestação pedia a saída do peemedebista do cargo diante das revelações das delações premiadas de executivos da JBS.

O decreto assinado por Temer, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, autoriza o uso das Forças Armadas no Distrito Federal por uma semana, entre hoje e o dia 31 de maio. Os militares atuarão apenas nos prédios públicos.

“Uma manifestação que estava prevista como pacífica degringolou na violência, no vandalismo, na agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas, muitas delas servidores que se encontram aterrorizados, dos quais garantimos a evacuação dos prédios. O senhor presidente da República solicitou, a pedido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, uma ação de garantia da lei e da ordem. Nesse instante, tropas federais se encontram nesse Palácio, no Palácio do Itamaraty e logo mais estão chegando tropas para assegurar que os prédios dos ministérios sejam mantidos. O presidente faz questão de ressaltar que é inaceitável a baderna e o descontrole e que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar os processos que se desenvolvem de forma democrática e com respeito às instituições”, declarou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, no Palácio do Planalto.

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Após o pronunciamento de Jungmann sobre a iniciativa de Rodrigo Maia, houve empurra-empurra generalizado no plenário da Câmara entre parlamentares governistas e da oposição, iniciado pelos deputados Glauber Braga (PSOL-RJ) e Darcísio Perondi (DEM-RS). Segundo Maia, que, diante da confusão, suspendeu a sessão por trinta minutos, ele pediu ao Planalto a convocação da Força Nacional, mas o “entendimento” do governo Temer foi  de convocar também tropas do Exército.

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