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Exame não indica insulina em excesso em Joaquim

Delegado afirma que já esperava resultado negativo

Por Da Redação 9 dez 2013, 20h18

O menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, não morreu por receber uma dose excessiva de insulina, segundo resultado de exames cadavéricos divulgado nesta segunda-feira. O laudo contraria a hipótese da polícia, que acusa o padrasto Guilherme Longo de ter matado o menino por ciúmes com o medicamento. O acusado e a mãe do menino, Natália Ponte, tiveram a prisão prorrogada pela juíza Isabela Cristina Alonso dos Santos Bezerra, da 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão Preto.

Os resultados são referentes às análises realizadas no Laboratório de Toxicologia da Polícia Civil de São Paulo. Uma fonte da polícia informou que o laudo foi negativo para a morte por insulina. Na tarde desta segunda-feira, o delegado Paulo Henrique Martins de Castro confirmou que realmente não foi detectado o medicamento no corpo do menino, que era diabético.

Ele afirmou, porém, que irá analisar o resultado para descartar a presença de outras substâncias químicas no corpo do menino. “Desde o início sabíamos da possibilidade de dar negativo”, disse o delegado. Indagado se isso não pode pesar na decisão da Justiça sobre a prisão do casal, Castro descartou. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra.”

O delegado garante que a linha de investigação está mantida. A polícia acredita que o padrasto Guilherme Longo matou o menino ao aplicar-lhe uma dose alta de insulina antes de jogar o corpo no rio próximo à casa da família. Longo nega qualquer envolvimento no caso, assim como a mãe Natália. Segundo o delegado, mais pessoas irão prestar depoimento, mas o casal não deverá ser ouvido.

O menino desapareceu de sua casa em Ribeirão Preto no dia 5 do mês passado. Seu corpo foi localizado no Rio Pardo, em Barretos, cinco dias depois.

(Com Estadão Conteúdo)

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