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Ex-vice-governador do DF é preso em Brasília

Paulo Octavio foi preso acusado de desrespeito à ordem jurídica. Ele é investigado por envolvimento em esquema alvarás clandestinos

O ex-vice-governador do Distrito Federal Paulo Octavio (PP) foi preso na noite de segunda-feira, em Brasília. Segundo a polícia, Octavio foi preso por desrespeito à ordem jurídica. Ainda durante a madrugada, o político foi levado para a carceragem da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), de acordo com informações do jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo. De lá, foi transferido para o Departamento de Polícia Especializada (DPE), localizado próximo ao Parque da Cidade, no Distrito Federal.

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Octavio é suspeito de envolvimento em um esquema de corrupção de agentes públicos para a concessão de alvarás. Segundo as investigações, documentos que liberariam empreendimentos imobiliários no Distrito Federal eram falsificados. As investigações começaram em 2011, por iniciativa do Ministério Público do DF. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que servidores públicos recebiam vantagens para liberar alvarás de grandes empreendimentos sem o cumprimento de exigências, como os estudos de impacto de vizinhança e de tráfego. Entre os empreendimentos listados no inquérito, consta o JK Shopping & Tower, erguido em Taguatinga pelo grupo Paulo Octavio, pertencente ao ex-vice-governador.

Octávio foi preso quando saía do escritório que funciona num dos hotéis dele, localizado no centro da capital federal, de acordo com o jornal O Globo. Procurado pelo jornal, o advogado Marcelo Turbay Freiria, que representa Octavio, informou que desconhece o motivo da prisão e que pretende pedir a revogação da detenção.

Ao todo, o Ministério Público denunciou dez pessoas por suspeita de participação no esquema de liberação de alvarás, incluindo o ex-vice-governador. O ex-vice-governador responde a sete ações na Justiça pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e corrupção ativa e passiva.

Octavio também é réu no processo do mensalão do DEM, um esquema de corrupção no coração do governo do Distrito Federal desbaratado em 2009 pela operação Caixa de Pandora da Polícia Federal. De acordo com o Ministério Público, o então governador José Roberto Arruda e Paulo Octávio formavam o núcleo dirigente da quadrilha que “se apropriou do Estado como se fosse coisa privada”. O governador ficava com 40% da propina, e o vice, 30%. Ambos são acusados de formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. No esquema, deputados distritais, empresários e membros do Ministério Público também estariam envolvidos. O escândalo acabou levando à renúncia de Arruda e, depois, à de Octavio.

Governo – Com a queda de José Roberto Arruda, Paulo Octavio assumiu o governo do DF, mas por apenas 12 dias: renunciou, deixou o DEM e deu lugar ao deputado distrital Wilson Lima (PR), ele também suspeito de improbidade.