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Ex-primeira-dama e socialite Nejmi Aziz retorna ao xilindró

Vida de ostentação incluía compras em "cash" na antiga Daslu

Por João Batista Jr. Atualizado em 31 jul 2019, 17h53 - Publicado em 31 jul 2019, 17h01

Nejmi Aziz, ex-primeira-dama do Amazonas e socialite ávida por joias e roupas de grifes, voltou para a cadeia. Ele fez exames no Instituto Médico Legal nesta quarta (31), em Manaus, antes de seguir para o Centro de Detenção Provisória Feminino. Segundo a Controladoria-Geral da União, foram desviados 140 milhões de reais do Sistema Único de Saúde do Amazonas ao longo desta década. Ao pedir a prisão, a PF tem como objetivo colher provas dos crimes. O senador Omar Aziz, marido de Nejmi, seria beneficiário dos desvios, e Nejmi seria sua laranja. Ela tem 30,3 milhões de reais em patrimônio declarado.

Nejmi era conhecida por gastar muito dinheiro em lojas de luxo, e para isso rodava o Brasil para satisfazer seus desejos de consumo. Nos tempos em que existia a Daslu, em São Paulo, Nejmi constava entre uma das maiores clientes da multimarcas de luxo. Pagava vestidos, bolsas e joias em dinheiro vivo, segundo uma ex-vendedora da empresa ouvida por VEJA.

A paixão pelo luxo é tamanha que ficou registrada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) uma compra polpuda em uma joalheria do Rio de Janeiro, outra cidade que servia de centro de compras. Seu assessor pessoal, Celso de Oliveira, também investigado pela PF, efetuou uma compra de 600 000 reais na joalheria Amsterdam Sauer do Rio de Janeiro em 2013. Na época, ele ganhava 13 000 reais por mês. A polícia suspeita que Oliveira não seja o verdadeiro dono dos colares de diamantes.

A PF não encontrou nenhuma joia na residência de Nejmi. Ela e Omar estão vivendo em casas separadas, mas assessores garantem que o casamento segue intacto. Procurada, Nejmi e Omar Aziz não quiseram se manifestar.

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