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Ex-prefeito de SP Miguel Colasuonno morre aos 74 anos

O corpo do político foi sepultado no sábado à tarde, no Cemitério do Morumbi

O ex-prefeito de São Paulo Miguel Colasuonno morreu na sexta-feira, aos 74 anos, vítima de uma septicemia, infecção generalizada que se espalha por meio da corrente sanguínea. O corpo do político foi sepultado ontem à tarde, no Cemitério do Morumbi, na zona sul da capital. Ele deixa cinco filhos e a mulher, Marlene.

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Segundo amigos, Colasuonno exercia com plena saúde o cargo de diretor de administração da Eletrobras, para o qual foi indicado pelo PMDB em 2008, quando sentiu um forte febre e foi internado no Instituto do Coração (Incor), na zona oeste, durante a semana. Chegou a ser transferido para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não resistiu.

Formado em Economia na USP, Colasuonno foi um dos fundadores da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 1964. Iniciou a carreira política em 1971, quando foi indicado pelo então governador Laudo Natel para ser secretário estadual de Economia e Planejamento.

Em 1973, ele foi eleito pela Assembleia Legislativa para ser o prefeito biônico de São Paulo, cargo que ocupou por dois anos durante o regime militar. Na sua gestão, inaugurou a primeira linha de metrô completa da cidade, a atual Linha 1-Azul, em agosto de 1975.

Em seguida, Colasuonno foi coordenador de projetos especiais da Secretaria de Planejamento, no governo do general Ernesto Geisel, entre 1976 e 1979, e presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), de 1980 a 1985.

Em 1992, foi eleito vereador paulistano pela primeira vez pelo antigo PPB, hoje PP. E entre 1994 e 1995, presidiu a Câmara Municipal durante a gestão do ex-prefeito Paulo Maluf, hoje deputado federal pelo PP, de quem era amigo.

Colasuonno se reelegeu em 1997 e foi líder do governo na gestão do ex-prefeito Celso Pitta (morto em 2009), a quem defendeu no Legislativo ao lado dos vereadores Brasil Vita e Wadih Mutran. “Perdemos um grande político, idôneo, responsável e cumpridor de suas obrigações”, disse Mutran.

Em 2009, Colasuonno, ao lado de Maluf e do ex-senador Romeu Tuma (morto em 2010), virou réu de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal por envolvimento na ocultação de corpos de presos políticos mortos durante o regime militar e enterrados nos cemitérios de Vila Formosa, na zona leste, e de Perus, na zona oeste, no período em que foi prefeito de São Paulo. Todos negaram qualquer ligação com os fatos.

(Com Estadão Conteúdo)