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Suspeito de ligação com Orlando Curicica é preso no Rio

Renato Nascimento Santos é suspeito de integrar milícia e tinha dois mandados de prisão

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta terça-feira, 18, Renato Nascimento Santos, apontado como integrante de uma milícia chefiada por Orlando Oliveira de Araújo, mais conhecido como Orlando Curicica, e que é suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e seu motorista Anderson Gomes, em março.

“A prisão deveu-se a um mandado pendente em investigação de homicídio conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital, para onde será levado para prestar depoimento. O mandado não é referente ao inquérito do caso Marielle e Anderson. Outro homem que estava com o Renatinho também foi preso por porte ilegal de arma de fogo”, afirmou a Secretaria de Segurança Pública do RJ, em nota.

No decorrer da apuração da morte de Marielle e Anderson, uma testemunha afirmou à polícia que o assassinato da vereadora foi planejado pelo ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, e pelo vereador Marcello Siciliano. Ambos negam qualquer envolvimento no crime.

A testemunha, que não teve o nome divulgado, diz ser policial militar e miliciano, e que resolveu procurar a polícia depois de ter sido ameaçada de morte pelos supostos mandantes do crime. Segundo o delator, havia quatro pessoas no carro que interceptou o automóvel onde estava Marielle e o motorista Anderson Pedro Gomes, mortos a tiros no dia 14 de março no centro do Rio de Janeiro – um policial militar da ativa, um ex-PM e dois milicianos.

Em maio, Siciliano foi indicado como um dos mandantes do assassinato de Marielle. De acordo com áudios divulgados pelo programa Fantástico, da Rede Globo, o vereador teve pelo menos duas conversas telefônicas com supostos milicianos captadas pela Polícia Civil do RJ. 

Curicica está preso em Bangu desde outubro do ano passado, acusado de comandar confrontos relacionados às milícias, o que envolveria cobrança de taxa a comerciantes e até assassinatos. A defesa do ex-PM afirmou na ocasião que a testemunha não tem credibilidade por ser um rival do seu cliente. Siciliano classificou as informações da testemunha de “factoides”.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) disse não ver ligação entre o ex-PM preso hoje e o assassinato de Marielle. “Qual é o indício que leva ao crime?”, perguntou. Segundo ele, a prisão está relacionada a uma necessidade da polícia de produzir resultados ainda durante a intervenção federal na segurança do Rio, que termina no dia 31.