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Ex-PM é condenado a 22 anos por morte de surfista Ricardinho

Surfista foi baleado e morreu em janeiro de 2015

Por da Redação Atualizado em 17 dez 2016, 14h52 - Publicado em 17 dez 2016, 12h58

O ex-policial militar Luís Paulo Mota Brentano, acusado de matar o surfista Ricardo dos Santos, o Ricardinho, em janeiro de 2015, foi condenado a 22 anos de prisão em regime inicialmente fechado em júri popular. O julgamento durou dois dias e terminou na noite da sexta-feira 16. A acusação pedia pena máxima, de 34 anos, por homicídio triplamente qualificado.

O crime aconteceu após uma discussão entre Bretano e o surfista, no dia 19 de janeiro de 2015. Brentano disparou dois tiros contra Ricardinhos – um pelas costas. Os disparos atingiram vários órgãos. Ricardinho chegou a passar por quatro cirurgias, mas morreu no dia seguinte. A defesa afirmou que o ex PM agiu em legítima defesa.

Sentença
Por volta das 21h, a sentença foi lida pela juíza Carolina Ranzolin. Brentano foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O ex-PM também foi condenado a oito meses de detenção em regime inicial semiaberto por dirigir embriagado. Além disso, foi condenado a quatro meses de suspensão de habilitação para conduzir veículo automotor.

Ainda que a mãe do surfista, Luciane dos Santos, não tenha conseguir assistir até o final do depoimento de Brentano no segundo dia, em entrevista ao G1, ela disse que o julgamento “superou a expectativa”.

De acordo com a RBS TV, uma questão bastante discutida no primeiro dia de júri foi a presença ou não de um facão no local do crime, que a defesa afirmou ser do avô de Ricardinho. O familiar disse que não houve ameaça ao ex-policial militar e que os tiros foram dados de repente, e que, portanto, não houve tempo de eles se defenderem. No segundo dia de juri, houve o aguardado depoimento do policial que contou que o surfista estava exaltado e, Brentano, então, atirou para se defender.

Em setembro do ano passado, ele foi oficialmente expulso da Polícia Militar.

O crime foi lamentado por surfistas do mundo inteiro e causou comoção na Guarda do Embaú. Moradores fizeram protestos poucos dias após o caso. Quando a morte do surfista completou um ano, dezenas de pessoas, inclusive a família dele, fizeram uma homenagem para Ricardinho na praia.

(Com agências)

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