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Ex-mestre de bateria da Imperatriz Leopoldinense é assassinado no Rio

Expulso da escola de samba após brigar com o bicheiro Luiz Pacheco Drumond, ritmista foi morto na noite de domingo

O ex-mestre de bateria da Imperatriz Leopoldinense, Marcone da Silva Sacramento, de 32 anos, foi assassinado na noite de domingo, na esquina das ruas Uranos e Antonio Rêgo, no bairro de Olaria, zona norte do Rio de Janeiro. Por volta das 22h, homens em um veículo não identificado dispararam contra o carro do ritmista, que estava sozinho. O crime aconteceu nas imediações da quadra do bloco Cacique de Ramos, onde havia um evento.

Considerado um dos melhores mestres de bateria da nova geração, Marcone foi expulso da escola de samba há seis meses, após uma briga com o presidente Luiz Pacheco Drumond. Na ocasião, o músico registrou queixa na 21ª DP (Bonsucesso), e contou que havia sido agredido com três tapas no rosto pelo bicheiro. Drumond esteve na mesma delegacia para acusá-lo de agressão e danos materiais. Os dois fizeram exame de corpo de delito.

Os disparos foram efetuados do lado do carona e atingiram a cabeça, braços e tronco de Marcone. O corpo do ritmista está no Instituto Médico Legal (IML), em São Cristóvão, zona norte. Até o fim da manhã desta segunda-feira, nenhum familiar do músico havia aparecido para providenciar o enterro. Dentro de 30 dias, sai o laudo do IML, que revelará o número de tiros que atingiram a vítima. O caso é investigado pela Divisão de Homicídios.