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Ex-funcionário da Vale diz que rejeitos podem ter soterrado toda a empresa

Segundo ele, a lama cobriu o refeitório e todas as áreas administrativas da empresa, que tinha cerca de 600 pessoas se revezando em três turnos

Um ex-funcionário da mina da Vale em Brumadinho (MG), que não quis se identificar, disse  que o rompimento da barragem pode ter sido mais letal que tragédia matou 19 pessoas em Mariana em 2015. Na avaliação dele, a maior parte da empresa deve ter ficado coberta de rejeitos quase que imediatamente. Ele disse que a chance de haver sobreviventes para um acidente dessa dimensão é pequena. 

A mina tem 613 empregados diretos e 28 terceirizados que se alternam em três turnos. O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, estima que 300 funcionários estavam no local no momento do rompimento. Desses, 100 foram localizados com vida. Ele diz não saber quantos estão soterrados. 

Ainda segundo o ex-funcionário, a Vale está montando às pressas uma grande estrutura de socorristas, aproveitando, inclusive, a Fundação Renova, criada para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana em 2015. Alimentos estão sendo distribuídos e as pousadas da região da Mina foram fechadas.