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Ex-diretor da Petrobras é alvo de ação penal na Suíça

Procuradoria do país europeu acusa Paulo Roberto Costa do crime de lavagem de dinheiro

Por Da Redação - 12 jun 2014, 07h40

Preso novamente nesta quarta-feira, sob a alegação de risco de fuga para o exterior, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa é alvo de ação penal movida pela Justiça da Suíça por lavagem de dinheiro, de acordo com informações publicadas nesta quinta-feira pelo site do jornal O Estado de S. Paulo. Costa é apontado como um dos pivôs do esquema de lavagem de 10 bilhões de reais descoberto pela operação Lava-Jato da Polícia Federal.

No dia seguinte ao seu depoimento à CPI do Senado, em que foi poupado pela maioria governista, Costa teve decretada sua prisão preventiva pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná. A decisão da Justiça foi tomada para prevenir o risco de fuga em função de ter ocultado da Justiça e da CPI que possuía 23 milhões de dólares depositados em bancos suíços. O país europeu bloqueou o dinheiro do ex-diretor da Petrobras, distribuído em doze contas.

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Autoridades suíças também descobriram no país cerca de 5 milhões de dólares depositados em contas atribuídas a parentes do ex-diretor. As duas filhas de Costa, Arianna e Shanni Bachmann, e os genros Márcio Lewkowicz e Humberto Mesquita seriam os donos dos recursos. Um dos comparsas do doleiro Alberto Youssef, João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado, também foi identificado como um dos beneficiários de contas na Suíça.

A Procuradoria suíça imputa a Costa formalmente “ofensa de lavagem de dinheiro”. A informação sobre a abertura de ação penal consta no Pedido de Assistência Judiciária em Matéria Penal do Ministério Público da Confederação da Suíça, enviado ao Brasil em 28 de maio.

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O trabalho de cooperação internacional do Ministério Público Federal constatou que os valores movimentados pelo ex-diretor e familiares estavam em nome de empresas off-shore, tais como White Candle Invest SA, Quinus Services SA, Omega Partners SA, International Team Enterprise Ltd, entre outras. Os procuradores da república desconfiam que Costa possa ter contas em outros países.

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Além dos recursos na Suíça, Costa possui 1,3 milhão de reais, bloqueados pela Justiça, em contas no Brasil. A Justiça Federal avalia que o patrimônio do ex-diretor é incompatível “com a prévia condição de empregado público, ainda que em cargo de diretoria”. Reportagem do site de VEJA mostrou que o ex-diretor e familiares gastaram mais de 10 milhões de reais nos últimos cinco anos com compra de imóveis.

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