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Ex-diretor da Petrobras chega ao Rio para cumprir prisão domiciliar

Paulo Roberto Costa já está em sua casa, na Barra da Tijuca. Ele foi recebido pela filha com um abraço

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro 1 out 2014, 17h19

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa chegou na tarde desta quarta-feira à sua casa na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde cumprirá prisão domiciliar. Costa deixou o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, por volta de 15 horas em avião da própria Polícia Federal. Ele chegou à base aérea do Galeão pouco depois das 16 horas, de onde seguiu para sua casa. Ao descer do carro, deu um longo abraço na filha Shanni Bachmann.

Costa foi beneficiado por acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o estabelecido pelo acordo, ele ficará sob regime de prisão domiciliar por um ano. Conforme revelou VEJA, Costa listou aos investigadores uma série de políticos que teriam se beneficiado do megaesquema de corrupção na Petrobras. Também afirmou que a campanha da presidente Dilma Rousseff pediu ajuda financeira de 2 milhões de reais, em 2010, aos chefes do esquema.

O ex-diretor foi preso pela Polícia Federal no dia 20 de março, na operação Lava Jato. Ficou detido até 19 de maio, quando foi solto por liminar do Supremo Tribunal Federal. Mas voltou a ser encarcerado em 11 de junho, porque a polícia descobriu que ele tinha 23 milhões de dólares escondidos em bancos suíços. Com a libertação nesta quarta-feira, Costa aguardará julgamento em casa e será permanentemente monitorado por policiais federais – ele já está usando uma tornozeleira eletrônica para o monitoramento.

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