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Ex-deputado federal é preso suspeito de ajudar em fuga de traficante ligado ao CV da cadeia

O ex-parlamentar teria negociado 2 milhões de reais para auxiliar na fuga de 16 detentos

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 abr 2026, 11h29
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O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto, conhecido como Uldurico Jr (MDB-BA), foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira, 16, no âmbito da Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Ele é suspeito de negociar com organização criminosa para facilitar a fuga de presos que estavam no Conjunto Penal de Eunápolis, entre eles, um líder do tráfico local.

“As investigações apontam que o ex-deputado negociou com organização criminosa recebimento de 2 milhões de reais para facilitar a fuga ocorrida em dezembro de 2024, quando fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis, 16 internos, entre eles o traficante Ednaldo Pereira de Souza, o Dada, liderança do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção com atuação regional e vínculo com o Comando Vermelho. Dada se encontra atualmente no Rio de Janeiro, de onde continua comandando ações criminosas na região de Eunápolis”, disse trecho da nota divulgada pelo Ministério Público baiano.

Ainda nesta quinta-feira foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro, contra um ex-vereador de Eunápolis e advogado. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Eunápolis. “As investigações apontam que a fuga dos internos não teria ocorrido de forma isolada ou fortuita, mas estaria inserida em um contexto de articulação criminosa estruturada, envolvendo integrantes da organização criminosa PCE, e o ex-deputado federal, com a utilização de influência política e institucional”, diz outro trecho da nota da Promotoria.

O nome da operação “Duas Rosas” faz referência ao valor estimado da vantagem indevida. Ao longo das apurações, verificou‑se que a expressão “rosa” era utilizada de forma codificada para se referir a dinheiro, aparecendo em diálogos e tratativas sob termos como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” ou “choram as rosas”, em alusão ao efetivo pagamento dos valores negociados.

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