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Ex-assessor do Planalto, petista tem nova condenação por estupro

Eduardo Gaievski, que cuidava de políticas para crianças e adolescentes carentes na gestão Dilma Rousseff, já foi condenado a 112 anos de prisão

Por Hugo Marques Atualizado em 21 mar 2021, 10h50 - Publicado em 21 mar 2021, 10h33

Eduardo Gaieski, ex-assessor da Casa Civil da Presidência durante o governo de Dilma Rousseff, foi condenado pelo juiz Sidnei Dal Moro, da Comarca de Realeza, do Paraná, a 11 anos de prisão em regime fechado, por estupro de menores. Esta foi a nona condenação de Gaievski, que agora tem pena somada de 112 anos de cadeia. Ele está preso desde 2013.

No Palácio do planalto, Gaievski era subordinado à então ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. O ex-assessor cuidava de programas sociais do governo para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Gaievski foi prefeito de Realeza pelo PT. VEJA revelou o caso de abuso de menores. Gaievski aliciava adolescentes oferecendo dinheiro e empregos na prefeitura. De acordo com depoimento das vítimas, o petista pagava entre 150 e 200 reais a meninas pobres da cidade em troca de favores sexuais. Ele sempre negou as acusações.

O assistente de acusação e defensor das vítimas de estupro, o advogado Natalício Farias, diz que a Justiça foi feita, mas que a pena de Gaievski poderia ser ainda maior, caso muitas vítimas não desistissem de manter as denúncias.

“Algumas vítimas vão pegando uma idade, casam e se sentem envergonhadas de levar o processo para frente”, diz Natalício Farias. “Por isso a importância de se denunciar com mais rapidez esses casos de estupro, para que os processos não se prolonguem e não se percam no tempo”.

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