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Estudo liga aversão a odores corporais a gosto pelo autoritarismo

Pesquisa apura por que políticos, como o general João Figueiredo, que disse preferir o cheiro de cavalo ao do povo, têm ojeriza a mau-cheiro e democracia

Por André Lopes - 10 mar 2018, 06h00

“Na primeira vez em que tentei carregar um pobre no meu carro, eu vomitei por causa do cheiro.” A olfativa declaração do prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), feita em 2016, derrubou-o da liderança nas pesquisas e quase o levou à derrota na eleição municipal. Sua frase fez lembrar, na época, outra afirmação célebre em torno de olfatos sensíveis e gente modesta. Em 1978, um ano antes de subir a rampa do Palácio do Planalto, João Figueiredo (1918-1999), o último general a presidir o Brasil, confessou candidamente: “O cheirinho de cavalo é melhor do que o do povo”. Como a história registrou, Figueiredo era ótimo cavaleiro — e péssimo presidente.

Curiosos para entender por que alguns políticos, mas não apenas eles, têm essa ojeriza a determinados odores e à democracia, pesquisadores liderados pelo psicólogo Marco Liuzza, da Universidade de Estocolmo, na Suécia, desenvolveram uma investigação ao cabo da qual chegaram a uma conclusão inesperada: as pessoas que sentem repulsa mais intensa ao mau cheiro tendem a ter inclinações ideológicas autoritárias. No trabalho, iniciado em 2013, a equipe compilou uma série de evidências da relação entre repulsa olfativa e certo gosto pela arbitrariedade.

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