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Estudante morto pela polícia australiana é enterrado em SP

Amigos e familiares se despediram do jovem com uma salva de palmas

Por Da Redação 15 abr 2012, 16h22

O estudante Roberto Laudisio Curti, de 21 anos, morto com disparos de choque elétrico pela polícia australiana durante uma perseguição, foi enterrado em São Paulo neste domingo, quase um mês depois de sua morte.

Após o velório realizado nesta manhã, no Cemitério do Araçá, em Perdizes, amigos e familiares se reuniram para se despedir de Roberto com uma salva de palmas. No local, os mesmos traziam camisetas brancas com a foto do estudante e a frase ‘Luto e Justiça’, na frente, e o nome ‘Betão’, como o jovem era conhecido, nas costas.

O estudante morreu em Sydney no último dia 18 de março, quando era perseguido por agentes de seguranças armados com pistolas elétricas ‘taser’. Segundo a Polícia australiana, a vítima, que entrou em uma loja pedindo ajuda e dizendo que o mundo ia acabar, teria roubado apenas um pacote de bolachas.

O jovem, que recebeu entre três e seis disparos de ‘taser’, pistolas que causam descargas de 400 volts, chegou ao óbito ainda no local. As armas de choque são usadas pelas forças de segurança em países como a Austrália, Reino Unido e Estados Unidos para deter os agressores em situações que não justificam o uso de armas de fogo.

As autoridades brasileiras cobraram explicações do governo australiano, que, por sua vez, se comprometeu realizar uma minuciosa investigação para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

A família apresentou às autoridades australianas exames recentes realizados pelo estudante antes de viagem à Austrália, os mesmos que evidenciavam que o jovem não tinha nenhum problema cardíaco e seu estado de saúde era ótimo.

Versões extra-oficiais da polícia de Sydney, citadas pela imprensa australiana, indicam que o jovem morreu por um problema cardíaco, enquanto a família alega que a morte estaria relacionada com a quantidade de disparos de choque elétrico que foram efetuados.

(Com agência EFE)

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