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Estudante da USP que morreu em fosso de elevador é enterrada

Bruna Barboza Lino, de 19 anos, participava de uma festa na universidade. Ela se afastou dos amigos para ir ao banheiro quando caiu no fosso do prédio em construção

O corpo da estudante de Letras da Universidade de São Paulo (USP), Bruna Barboza Lino, de 19 anos, será enterrado na manhã desta segunda-feira no Cemitério Vila Pauliceia, em São Bernardo do Campo, Grande São Paulo. A jovem caiu de uma altura de dez metros, o equivalente a três andares, dentro do fosso de um elevador em construção em um prédio abandonado no Campus da USP na madrugada deste domingo. A obra pertence ao Instituto Butantã e fica ao lado do Paço das Artes, na Avenida da Universidade.

Depois de participar de uma festa, Bruna e alguns amigos decidiram aguardar até que os ônibus voltassem a circular e o grupo pudesse voltar para casa, quando a garota disse que precisava ir ao banheiro e se afastou dos demais. Em seguida, os amigos ouviram um grito e encontraram o corpo da universitária no fundo do fosso. O serviço de resgate foi acionado, mas a equipe constatou a morte no local.

Os dois amigos que cursavam Letras com Bruna e dividiam apartamento com ela no Jaguaré, na Zona Oeste, afirmam que não havia nenhum tapume no prédio e que a entrada era livre. Um deles sofreu arranhões ao tentar resgatar a estudante do fundo do fosso. Guardas do campus afirmam que o prédio é constantemente invadido para festas de universitários à noite.

Em nota, a assessoria de imprensa do Instituto Butantã lamentou a morte de Bruna e informou que “está à disposição para as investigações”. Segundo o órgão, a obra está cercada por grades, muros e outros materiais, o que impediria a entrada de pessoas.

A reitoria da USP afirmou que a obra estava abandonada e lamenta o acidente. A polícia apura se foram tomadas todas as medidas para evitar acidentes e isolar o fosso. Também será analisado se o grupo invadiu o prédio.