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Estudante da USP acusado de estupro não terá CRM

Daniel Tarciso da Silva Cardoso, 34 anos, é acusado de estuprar uma aluna do curso de enfermagem e suspeito de outro estupro

Por Da redação - Atualizado em 10 nov 2016, 15h30 - Publicado em 10 nov 2016, 12h39

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) decidiu que vai indeferir o registro profissional (CRM) do aluno de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) acusado de estupro pelo Ministério Público até obter acesso integral aos autos de sindicância e processo da faculdade.

Daniel Tarciso da Silva Cardoso, 34 anos, responde na Justiça pelo estupro uma aluna do curso de enfermagem em uma festa da universidade em 2012. Ele também é suspeito de estuprar pelo menos uma outra estudante em evento da FMUSP.

“O Cremesp não pode furtar-se à sua missão e responsabilidade legal de proteger a Medicina e a sociedade, como bens maiores e absolutamente indissociáveis”, diz a decisão desta quarta-feira. A Superintendência Jurídica do órgão pediu à faculdade a cópia dos procedimentos administrativos a que o aluno foi submetido.

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Protesto

Na quarta-feira, alunas da universidade protestaram contra a formatura do aluno e os casos de violência sexual contra mulheres. A Faculdade de Medicina da USP informou que “o caso do estudante está em análise jurídica pela universidade para verificar se existe a obrigatoriedade de conceder a colação de grau ao aluno após ter cumprido a suspensão imposta” e ressaltou que o caso continua na Justiça. O advogado de Cardoso não foi localizado pela reportagem.

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Em fevereiro de 2004, Cardoso, que era policial militar e estava de folga, discutiu com um homem no centro de São Paulo durante um bloco carnavalesco e o matou a tiros. A briga teria começado porque a vítima se insinuou para ele. O Tribunal de Justiça Militar (TJM) informou que, como Cardoso praticou o crime quando estava em horário de folga, ele acabou processado pela Justiça comum, que considerou a ação legítima defesa.

(Com Estadão Conteúdo)

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