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Estudante agredido por policial militar em Goiânia sai da UTI

Mateus Ferreira participava da greve geral em protesto contra reformas quando foi agredido com golpe de cassetete. Ele já está consciente e consegue falar

Por Da Redação - 9 maio 2017, 14h58

O estudante de Ciências Sociais Mateus Ferreira da Silva, agredido violentamente na cabeça com um cassetete por um policial militar no último dia 28 de abril, em Goiânia (GO), teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Goiânia (HUGO) na noite de segunda-feira. Ele foi transferido para um leito da enfermaria.

Segundo boletim médico divulgado na manhã desta terça-feira, o estado de saúde do paciente é estável. Ele respira sem ajuda de aparelhos e está consciente, orientado e já consegue falar. Graduando em Ciências Sociais na Universidade Federal de Goiás (UFG), Mateus participava da greve geral em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária quando levou um golpe na testa do capitão da Polícia Militar Augusto Sampaio de Oliveira Neto.

Dias depois do episódio, o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Ricardo Balestreri, apresentou uma proposta de um novo código de ética para a PM do estado. O projeto consiste na capacitação permanente para o uso progressivo da força. Segundo Balestreri, a intenção é consolidar um novo método prático, profissionalizado e científico para o uso da força policial.

Mateus é formado em anteriormente em Ciências da Computação e está no terceiro semestre da segunda graduação. Segundo a mãe do jovem, Suzethe Barboza, ele trabalha desde os catorze anos de idade. Por conta da agressão, o estudante teve quadro de traumatismo crânio encefálico, várias fraturas no rosto e ficou onze dias internado na UTI.

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(Com Agência Brasil)

 

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