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‘Estou desesperada’, diz familiar de dois pacientes do Hospital Badim

Dezenas de pessoas entre médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e voluntários estão trabalhando no entorno do hospital para ajudar no resgate

A comerciante Teresa Cristina Fonseca Homem, 58 anos, está com um grupo de nove familiares em busca de dois pacientes internados no Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, que pegou fogo no início da noite desta quinta-feira 12. “Estamos completamente perdidos sem saber se eles continuam no hospital ou se foram transferidos para outra unidade de saúde. A direção do hospital não nos informou nada”, disse Teresa. Duas familiares dela foram a hospitais da região procurar os pacientes. “Minha cunhada foi ao Hospital da Lagoa checar se a mãe dela, uma senhora de 93 anos que está internada há duas semanas no Badim, foi levada pra lá. Meu sobrinho especial também está internado lá”, disse Teresa. A comerciante afirmou ainda que, apesar de o hospital afirmar que já havia retirado todos os pacientes, uma médica lhe contou que muitos continuam lá. “Tem muitos idosos internados no hospital, pelo que parece essa é a maior dificuldade das equipes de resgate”, disse.

Dezenas de pessoas entre médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e voluntários estão trabalhando no entorno do hospital para ajudar no resgate e no atendimento dos pacientes que ainda estão no hospital. A designer Érika Flores, de 27 anos, mora em frente ao hospital e viu o início do incêndio. “Ouvi pessoas gritando e quando vim pra janela vi a cortina de fogo. Foi terrível. Tinham pessoas com tanto medo de serem dragadas pelo fogo que ameaçaram se jogar pelas janelas”, disse.

A aposentada Rosângela Salvador chegou no hospital Badim assim que o incêndio começou, por volta das 18h, me busca de informações sobre a mãe dela, de 83 anos, internada há oito dias. “Meu genro percorreu todos os hospitais e nada. Acabaram de informar que minha mãe saiu andando da cama, mas ela estava com sonda e tem dificuldade pra andar. Claro que não era ela. Está uma confusão”, disse.

Pelo menos uma pessoa morreu nesse incêndio, mas o Corpo de Bombeiros não passou mais detalhes sobre sexo nem idade do paciente. De acordo com a assessoria do hospital, o incêndio causou uma pane nos computadores, o que está dificultando a a identificação dos pacientes que foram socorridos. Dezenas de ambulâncias e caminhos dos bombeiros cercam o hospital, que foi isolado por uma fita para impedir a aproximação de pessoas que não estejam trabalhando no resgate.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, 15 ambulâncias dos hospitais Getúlio Vargas, Carlos Chagas, Adão Pereira Nunes e de diversas UPAs do estado foram enviadas ao local. Unidades do estado também disponibilizaram leitos para pacientes do local.

Além das ambulâncias, o Iaserj, que fica a poucos metros do local do incêndio, recebeu pacientes da unidade, que foram estabilizados e transferidos para outras unidades.