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Estados americanos pedem liberação de uso médico da maconha

Dois governos estaduais dos Estados Unidos apresentaram um pedido à DEA, agência federal de luta contra o tráfico de drogas, para reclassificar a maconha e facilitar seu uso com fins médicos, destacou um comunicado.

Os governadores Christine Gregoire (democrata), do estado de Washington (noroeste), e Lincoln Chafee (independente), de Rhode Island (nordeste), enviaram uma petição à DEA (Drug Enforcement Administration) para que os médicos possam prescrever esta substância em seus estados.

“A solicitação obrigará a DEA a realizar um novo estudo científico e analisar os últimos avanços na pesquisa sobre a canabis”, disse a governadora de Washington em um comunicado publicado em sua página na internet.

Gregoire informou que o governador de Rhode Island se somou à solicitação enviada esta quarta-feira à DEA.

“Todas as pesquisas mostram que a grande maioria dos americanos considera legítimo o uso medicinal da maconha”, disse Gregoire, lembrando que em seu estado 60% dos eleitores votaram em 1998 a favor do uso médico desta substância.

Os dois governadores pediram que o governo federal classifique a maconha como uma droga de “categoria 2”, que permitiria seu uso médico legal.

A maconha se classifica atualmente na “categoria 1”, que impede sua utilização para o tratamento de pacientes.

No entanto, Washington e Rhode Island estão entre os 16 estados da União, além do Distrito de Columbia (Washington DC), que legalizaram o uso médico estritamente limitado da maconha, o que os coloca em situação de conflito com as autoridades federais.

A lei federal proíbe o cultivo, a venda e a distribuição comercial da maconha.

Em 2010, a Califórnia (oeste), um dos estados que permitem o uso de maconha para aliviar a dor, rejeitou amplamente a legalização completa do consumo, o cultivo e o comércio de canabis.