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Escola de Ágatha reabre em clima de luto; pais prestam depoimento hoje

Outros parentes da menina, como os avós e tios, também serão ouvidos nesta quarta

Por Jana Sampaio - Atualizado em 25 set 2019, 10h31 - Publicado em 25 set 2019, 10h29

Cinco dias após a morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, na favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão, familiares voltam à Delegacia de Homicídios da Capital para prestar novos depoimentos sobre o caso. Eles já foram ouvidos no sábado (21). Na segunda, 72 horas após o crime, policiais que participaram da ação que culminou na morte de Ágatha testemunharam e entregaram as armas usadas naquele dia.

Na escola onde ela estudava, que reabriu na terça depois de declarar luto na segunda e suspender as atividades, o clima era de tristeza. A coordenadora da instituição disse que essa foi a primeira vez que um aluno foi morto por causa da violência na região. “A gente se acostuma a interromper aula por causa de tiroteio e a ter alunos que precisam faltar aula por causa de operações policiais, mas quando acontece perto da gente é que temos consciência real da gravidade”, disse Luciana Soares.

Segundo o delegado Daniel Rosa, titular da Delegacia de Homicídios, o resultado da perícia deve sair em alguns dias. “Todos estão sendo ouvidos como testemunhas. Não havia operação no local, e era um patrulhamento de rotina“, afirmou. Na próxima terça (1o) à noite, deve ser feita a reconstituição.

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