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Erick Jacquin prepara um Miojo de 82 reais

O chef francês, radicado no Brasil desde 1995, foi um dos contratados por um fabricante de macarrão instantâneo para montar uma receita baseada no ingrediente

Por Guilherme Dearo - 8 set 2012, 09h16

Como é a receita de macarrão instantâneo que o senhor criou?

Preparei dois pratos. O primeiro é uma moqueca em que o macarrão vem acompanhado de pimentões e camarão. O outro é um Miojo com foie gras quente. A massa é cozida al dente com suco de laranja e fica caramelizada. Esse segundo prato ficou tão bom que eu o incluí no cardápio do meu restaurante.

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Seus clientes habituais não acharam estranho?

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Não. Está tendo uma boa saída. Acho que o pessoal fica curioso. Uma massa popular, de sotaque oriental, numa cuisine francesa… E olha que o meu Miojo está entre os pratos mais caros do restaurante (82 reais).

Mas, sem foie gras, ele seria só um Miojo, não?

Uma massa, qualquer que seja, não precisa estar em um restaurante caro ou levar ingredientes sofisticados para ser boa, não. Com vontade e criatividade, pode-se dar uma boa incrementada nas receitas com produtos bem baratos. O que eu fiz desta vez foi transformar uma comida prosaica em alta gastronomia.

Antes de ser contratado para fazer esses pratos, o senhor já havia comido macarrão instantâneo alguma vez na vida?

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Claro. Eu gosto de Miojo. Como até aquele tempero básico mesmo. Não é certo ter preconceito contra esse tipo de massa. Todo mundo já comeu um Miojinho ao menos uma vez. É igual a batata frita. Todo mundo gosta, rico ou pobre.

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