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Envolto em acusações, Chalita vai presidir a Comissão de Educação da Câmara

Responsável pela indicação ao posto, o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), afirmou que deputado paulista foi escolhido devido à sua capacidade

Por Marcela Mattos 6 mar 2013, 12h07

O deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) foi eleito na manhã desta quarta-feira presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Apesar de ser alvo de investigação do Ministério Público por envolver-se num esquema de propina justamente quando comandava a Secretaria de Educação de São Paulo, o pleito não teve qualquer manifestação contrária à posse do peemedebista, eleito com 24 votos favoráveis e dois brancos.

Indicação dada como certa numa futura reforma ministerial, Chalita viu seus planos ruírem após as denúncias. Sobrou a comissão de educação, na qual ele diz que atuará de forma democrática. “Dou aula desde os 15 anos. O que tenho a oferecer é minha paixão, meu entusiasmo e minha vontade de trabalhar muito pela educação desse país”, afirmou, ao sentar-se pela primeira vez na cadeira de presidente.

Em seu discurso, Chalita rebateu as acusações de corrupção. “Tenho a maior tranquilidade de responder uma a uma as acusações e tenho convicção pela Justiça”, disse o deputado. “Ele (o ex-assessor Roberto Grobman, que o acusa de receber benefícios do grupo educacional COC em troca de contratos com o governo) tenta folclorizar minha imagem. Nada é mais doloroso do que a injustiça. Principalmente quando se sofre com provas diabólicas. Mas isso não diminui o meu entusiasmo, faz parte da pessoa pública.”

Responsável por indicar Chalita ao posto, o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), afirmou que ele foi escolhido para a presidência da comissão devido à sua qualidade e capacidade – e saiu em defesa do correligionário: “Vozes políticas tentaram atingi-lo de forma política e injusta. O PMDB quer reafirmar a confiança em vossa excelência na sua correção, dando prova a sua indicação nesse momento”.

Mas nem tudo é festa para Chalita. O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo negou recursos do ex-secretário para que fossem arquivados dois dos 11 inquéritos abertos contra ele. O primeiro recurso era justamente contra a denúncia feita por Grobman. O segundo recurso gira em torno de um possível envolvimento do peemedebista em irregularidades no contrato feito pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) na compra de equipamentos. Dizendo-se tranquilo, o deputado afirmou que já esperava a negativa e que vai mostrar todos os documentos necessários para comprovar a inconsistência da denúncia.

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