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‘Entrada da Palestina na Unesco facilita sua entrada na ONU’, diz Liga Árabe

Cairo, 1 nov (EFE).- A Liga Árabe indicou nesta terça-feira que a entrada da Palestina na Unesco facilitará sua admissão na ONU e criticou a decisão dos Estados Unidos de suspender a contribuição financeira à agência, alegando que tal atitude prejudica os esforços para retomar o estagnado processo de paz no Oriente Médio.

Em comunicado, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, destacou que a aceitação da Palestina reflete ‘a atmosfera política internacional a favor do reconhecimento do Estado palestino independente dentro de suas fronteiras de 1967, com sua capital em Jerusalém Oriental’.

Arabi destacou que esta decisão facilita os esforços realizados para a admissão da Palestina como membro de pleno direito das Nações Unidas e suas organizações, o que já foi solicitado pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) no dia 23 de setembro. A campanha palestina colide com os interesses de Israel, maior aliado dos EUA no Oriente Médio.

‘Este passo marca uma vitória da diplomacia palestina e árabe, da vontade de justiça internacional e dos esforços da comunidade mundial para pôr fim à injustiça histórica contra o povo palestino e seus legítimos direitos’, declarou Arabi.

O secretário-geral da organização pan-árabe também criticou o anúncio feito pelos EUA, que cortaram a contribuição financeira à Unesco como forma de protesto pela entrada da Palestina na ONU.

‘Essa postura americana é um indicador negativo em relação aos esforços para retomar as paralisadas negociações de paz palestino-israelenses’, relatou Arabi.

O secretário-geral da Liga Árabe disse ainda que a postura de Washington e dos países que se abstiveram ou votaram contra a entrada da Palestina na Unesco quebram o grau de imparcialidade de importantes setores da comunidade internacional frente aos esforços para obter a paz na região.

Na última segunda-feira, durante a 36º Conferência Geral da Unesco, 107 países votaram a favor da incorporação da Palestina na entidade, enquanto 14 países foram contra e 52 se abstiveram. EFE