Entenda por que a Justiça bloqueou 30% do salário de Romário como senador
Dívida tem origens em processo de 2013, movido por Marco Del Nero, ex-presidente da CBF
A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de 30% do salário que o senador Romário (PL) recebe no Congresso para o abatimento de uma dívida de 34 400 reais com o ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero. O senador contestou a decisão, alegando que a medida provoca um “impacto material irreversível”.
Trata-se de um aumento no percentual do bloqueio. A Justiça já havia determinado, em julho, a penhora de 5% do salário de Romário.
A dívida tem origens em um processo movido em 2013, quando Del Nero, então vice-presidente da CBF, alegou danos morais em razão de uma entrevista de Romário ao SporTV. Na entrevista, o então deputado disse que Del Nero deveria “ser preso” e “passar cem anos na cadeia”.
Em primeira instância, a ação foi julgada improcedente, porque a Justiça entendeu que as declarações de Romário estariam protegidas pela imunidade parlamentar. A decisão, porém, foi reformada, e a 4ª Câmara de Direito Privado condenou o deputado a indenizar Del Nero. A defesa tentou recorrer em 2022, mas não teve sucesso e, no ano seguinte, a condenação se tornou definitiva.
As falas de Romário em 2013 marcaram uma sequência de críticas feitas pelo ex-jogador à gestão da CBF, da Conmebol e da Fifa. Em setembro daquele ano, o então deputado afirmou: “Eu não imaginava que existisse uma instituição mais corrupta que Fifa e CBF. Consegui encontrar”, se referindo a Conmebol. “A CBF, Fifa e Conmebol têm um nome em comum: Marco Polo Del Nero”, completou Romário, na mesma ocasião.







