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Encontradas digitais de sangue em local de chacina em GO

Crime aconteceu na noite de sábado numa fazenda em Doverlândia, interior de Goiás. Sete pessoas foram mortas

Por Cida Alves 30 abr 2012, 12h08

O delegado que investiga os assassinatos de sete pessoas degoladas na zona rural de Goiás informou que foram encontradas digitais de sangue na sede da fazenda Nossa Senhora da Penha, no município de Doverlândia, onde aconteceu a chacina na noite de sábado. “Temos algumas digitais colhidas, porque pelo menos um dos homicidas utilizou um copo depois de cometer o crime, já com as mãos sujas de sangue”, disse à TV Anhanguera o delegado Vinícius Batista da Silva, da delegacia de Iporá, responsável pela investigação. O material será analisado.

Ainda não há suspeitos do crime e o delegado irá com uma equipe até Doverlândia, a aproximadamente 400 quilômetros de Goiânia, para tentar conseguir mais informações sobre o que aconteceu no dia do crime. “Vamos pegar mais detalhes nas redondezas da sede da fazenda e tentar achar alguma informação com pessoas próximas”, afirmou Batista. Apesar de aparentemente nada ter sido roubado, a polícia ainda não descarta a hipótese de latrocínio.

Segundo a Polícia Militar, as primeiras vítimas foram Lázaro de Oliveira Costa, de 57 anos, dono da fazenda, e seu filho, Leopoldo Rocha Costa, 22. Eles foram assassinados dentro da sede e os corpos colocados no banheiro. No momento do crime, a esposa de Lázaro, que também mora na fazenda, estava em um retiro religioso.

As outras cinco vítimas teriam chegado à fazenda quando Lázaro e Leopoldo já estavam mortos, mas os criminosos ainda se encontravam na propriedade. Para a polícia, elas foram assassinadas para que não houvesse testemunhas do crime.

Joaquim Manoel Carneiro, de 61 anos, sua esposa, Miracy Alves de Oliveira, 65, o filho Adriano Alves Carneiro, 22, e a nora, Tames Marques Mendes da Silva, 24, chegaram à fazenda Nossa Senhora Aparecida por volta das 18 horas para visitar a família de Lázaro. Eles seguiam em um Fiat Uno e Adriano ficou no meio do caminho para conversar com Heli Francisco da Silva, 43 anos, vaqueiro da fazenda.

Joaquim, Miracy e Tames foram mortos, retirados do carro e deixados em um pasto a poucos metros da casa onde estavam os corpos de Lázaro e Leopoldo. A polícia acredita que Adriano e Heli foram assassinados em seguida, quando caminhavam em direção à sede da fazenda.

A única testemunha do crime é o filho de 14 anos de Heli, que só não foi assassinado junto com o pai porque voltou no meio do caminho para separar dois cavalos que estavam brigando no pasto. O garoto ouviu gritos e procurou ajuda na casa do cunhado de Lázaro, que vive perto da fazenda. Eles encontraram os corpos de Lázaro e Leopoldo na casa e avisaram à polícia. Na manhã de domingo foram localizados os corpos das outras vítimas.

Segundo o sargento Divino Celso Teles, do 2º Pelotão de Polícia de Doverlândia, um homem esteve na casa de Lázaro por volta das 15 horas de sábado em uma moto grande, preta e vermelha. A polícia ainda não identificou quem seria o homem nem descobriu o que ele foi fazer na casa das vítimas. Os corpos do dono da fazenda, seu filho e do vaqueiro serão enterrados em Minas Gerais.

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