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Encontrada a última vítima fatal da tragédia de Muzema

Corpo de uma mulher foi resgatado neste domingo; suspeitos de responsabilidade pelos prédios desabados continuam foragidos

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (RJ) encontrou neste domingo, 21, o corpo da última vítima desaparecida no desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema. Trata-se de uma mulher. Com isso, o número de mortos na tragédia, ocorrida no último dia 12, chega a 23. Há oito sobreviventes.

Na tarde de sábado 20, foram resgatados os corpos de dois meninos. Ao todo, morreram no desabamento cinco homens, sete meninos, dez mulheres e uma menina. Em nota, a corporação informou que foram mais de 200 horas ininterruptas de buscas.

Dos oito feridos, três permanecem internados. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a vítima que estava no Hospital Lourenço Jorge foi transferida para uma instituição particular a pedido da família.

A secretaria informou que Paloma Paes Leme, internada no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, foi transferida na noite de quinta-feira (18) para um leito ao lado do filho, Rafael, também sobrevivente do desastre. Os dois estão na Unidade Intermediária Pediátrica e apresentam quadro clínico estável.

Investigação

Desde a tarde de sábado 19, o trabalho de resgate passou a utilizar máquinas capazes de erguer as lajes desabadas, possibilitando aos bombeiros acessar locais não vasculhados ao longo do trabalho manual.

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que vai demolir imediatamente pelo menos três prédios no condomínio Figueiras do Itanhangá, que ficam ao lado dos dois edifícios residenciais que desabaram. Mais 15 prédios poderão ser demolidos também, pois não têm licença de construção.

A delegada Adriana Belém, da 16ª Delegacia Policial (DP) da Barra da Tijuca, decretou na sexta-feira 19 a prisão de três acusados de envolvimento nas construções que desabaram: José Bezerra de Lima, o Zé do Rolo; Renato Siqueira Ribeiro; e Rafael Gomes da Costa.

Os três são acusados de homicídio por dolo eventual e são considerados foragidos da Justiça. De acordo com a Polícia Civil, Zé do Rolo teria construído os prédios enquanto os outros dois seriam corretores informais encarregados da venda dos imóveis. Eles foram reconhecidos por testemunhas ouvidas na 16ª DP.

Comentários

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  1. Paulo Bandarra

    O horário pegou as pessoas em casa ainda.

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