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Empresas e funcionários voltam a negociar aumento salarial

Reunião ocorre nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro

Por Adriana Caitano 29 dez 2010, 13h14

As empresas e os funcionários do setor aéreo reabriram as negociações sobre o reajuste de salário da categoria. No cabo de guerra que quase provocou uma paralisação dos aeroportos às vésperas do Natal, os trabalhadores pediam o mínimo de 13% de aumento, enquanto as companhias insistiam em 8%. Até agora nenhum dos lados abria mão de sua proposta. Uma reunião, naque ocorre tarde desta quarta-feira, no Rio de Janeiro, tenta por fim ao impasse.

A exigência inicial dos funcionários, apresentada em setembro, era de 15% de aumento sobre o salário e 20% sobre o piso, além de adequação da jornada de trabalho às regras instituídas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Empresários e trabalhadores reuniram-se diversas vezes, mas não avançaram muito. Os aeroviários – que trabalham nos aeroportos – aceitaram reduzir o pedido de ajuste para 13%, mas os aeronautas – que atuam nos voos – mantiverem o pedido inicial. As empresas propuseram aumento baseado na inflação, totalizando 6%. Pouco depois aumentaram para 8%. Em assembleias, os funcionários de ambas as categorias recusaram a proposta.

Decisão judicial – No início de dezembro, eles iniciaram uma operação padrão em que se recusavam a fazer hora extra. O efeito não foi o esperado e, após outras reuniões com as companhias sem avanço, marcaram uma greve geral para o dia 23 de dezembro. Diante do caos anunciado, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) interveio e definiu, por meio de uma liminar, que somente 20% dos trabalhadores poderiam aderir à paralisação.

Para evitar represálias aos poucos que poderiam parar, os sindicatos das duas categorias resolveram suspender a manifestação e estudar outra maneira de negociar. Se até então as empresas aceitavam apenas uma reunião para bater o martelo sobre a proposta de 8%, nesta semana elas abriram espaço para uma nova rodada de negociações. Os funcionários, então, solicitaram um encontro para esta quarta-feira, quando poderão apresentar uma contraproposta.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), o novo número a ser apresentado ainda deverá ser submetido aos donos das 15 companhias sindicalizadas. Caso o impasse permaneça, trabalhadores e empresários já têm marcada uma outra reunião em Brasília, desta vez intermediada pelo Ministério Público do Trabalho, na quinta.

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