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Empresário foragido chegou sozinho e se trancou no quarto, dizem funcionários de motel

Alvo da Operação Turbulência, Paulo César de Barros Morato foi encontrado morto no motel Tititi, em Olinda (PE)

Por Felipe Frazão 23 jun 2016, 00h03

Funcionários do motel Tititi, em Olinda (PE), onde foi encontrado morto o empresário Paulo César de Barros Morato, foragido da Operação Turbulência, relataram não ter escutado nenhum disparo de arma de fogo. Segundo o advogado do estabelecimento, Higinio Luis Araújo Marinsalta, Morato entrou no quarto por volta das 12 horas de terça-feira, trancou-se no quarto e não solicitou nenhum serviço.

Morato é apontado por investigadores como um dos testas de ferro do esquema de lavagem de dinheiro que abasteceu campanhas políticas e foi usado na compra do jatinho Cessna PR-AFA, cuja queda, em 2014, matou o então candidato a presidente Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco.

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Segundo Marinsalta, os funcionários do motel tentaram entrar em contato com Morato ao meio-dia desta quarta-feira, horário em que a diária deveria ser renovada. “Ele não tinha feito nenhum pedido, nem avisado se iria ou não renovar a diária. Os funcionários então telefonaram, mas ele não atendeu. Depois, bateram na porta do quarto e não houve resposta”, contou o advogado. Os funcionários aguardaram ainda mais um pouco e à tarde resolveram abrir a porta, quando então encontraram o hóspede morto.

O motel está interditado para que sejam realizados exames complementares de perícia. O quarto ocupado por Morato foi isolado. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil. A delegada Gleide Ângelo e os peritos se recusaram a dar informações sobre as investigações. Eles retiraram do quarto travesseiros, um chip de celular, uma carteira e outros objetos pessoais de Morato.

A polícia também solicitou imagens do circuito interno. Conforme o advogado, Morato aparece sozinho nas imagens. A Polícia Federal acompanha a perícia no local.

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