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Empresa omitiu contrato de Geddel ao Iphan, diz jornal

O documento de compra do imóvel pertencente ao ex-secretario de governo não foi incluído em um recurso contra a paralisação da obra, segundo a 'Folha'

O contrato do apartamento comprado pelo ex-secretario de Governo Geddel Vieira Lima foi omitido em um recurso contra a paralisação do edifício La Vue, em Salvador. A documentação foi entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no dia 24 de maio de 2016 pela empresa Porto Ladeira da Barra Empreendimento. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a reportagem, o objetivo da apresentação de dez contratos de promessa de compra e venda de apartamentos na obra era demonstrar que a interrupção dos trabalhos prejudicaria os proprietários dos imóveis. Esses documentos foram assinados entre dezembro de 2014 e outubro de 2015.

Em entrevista após pedir demissão, o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, acusou Geddel, proprietário da unidade 2301, de pressioná-lo para reverter a decisão do Iphan. Segundo Calero, esse episódio foi o que motivou sua saída, no dia 18. O caso também levou Geddel a pedir demissão, no dia 25. Calero disse, posteriormente, que até o presidente Michel Temer teria tentado convencê-lo a intervir no embargo.

A obra foi paralisada por decisão do órgão público, por causa do impacto que causaria em edifícios tombados naquela região. O empreendimento tinha a autorização para ser construído com até 13 andares, mas estava sendo feito com 31.

Comentários

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  1. Felipe Atoline

    Peraí, a interrupção dos trabalhos prejudicaria os proprietários dos imóveis ou a venda de apartamentos além do que foi autorizado? E quem compra um imóvel num empreendimento “não legalizado” tem mais é que se prejudicar mesmo.

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  2. Se o local é área proibida de se construir, como começaram a obra????

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