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Em tom político, missa em Aparecida reúne 40 mil fiéis

Presidente da CNBB e governador de São Paulo falam de corrupção na cerimônia em homenagem à santa padroeira do Brasil

Por Da Redação 12 out 2011, 15h33

Durante as festividades no Santuário Nacional de Aparecida, no Vale do Paraíba (SP), nesta quarta-feira, o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, condenou a corrupção política no país e convocou os brasileiros a denunciarem. “Não podemos concordar com nenhuma forma de corrupção, pois os recursos são da população”, afirmou, na missa que reuniu cerca de 40.000 pessoas. “A Igreja pede que as denúncias sejam investigadas”.

De acordo com o cardeal, as redes sociais estão exercendo um importante papel na mobilização contra a corrupção e criticou os deputados. “O Congresso está fazendo mais uma reforma eleitoral do que política”, destacou.

Corrupção – Presente na celebração mais importante do dia, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também comentou as recentes denúncias de corrupção feitas pela imprensa. Segundo ele, se o país não apressar uma reforma política, a situação pode piorar. “O modelo atual leva a distorções muito graves”, afirmou.

Alckmin participou da missa solene realizada no Santuário Nacional de Aparecida, no Vale do Paraíba, acompanhado da esposa, Lu Alckmin. O governador, natural de Pindamonhangaba, disse que seu pai morou em Guaratinguetá, cidade vizinha a Aparecida, e por isso acompanhou a construção da Basílica Nova e acompanha a missa principal todos os anos.

(Com Agência Estado)

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