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Em SP, imigrantes fazem passeata pelo direito de votar

Por Da Redação 4 dez 2011, 16h43

Por AE

São Paulo – Com participação majoritária de bolivianos, um grupo de aproximadamente 250 pessoas, representando os imigrantes que vivem na cidade de São Paulo, saiu em passeata, hoje, na 5ª Marcha dos Imigrantes, cujo tema foi Por Nenhum Direito a Menos. Com faixas, cartazes e a ajuda de um carro de som, os manifestantes defenderam mudanças no Estatuto do Estrangeiro que lhes permita juntar-se aos brasileiros na hora do voto.

A caminhada partiu da Rua Barão de Itapetininga, no centro da cidade, e seguiu em direção à Praça da Sé, com paradas para leitura de um manifesto em frente ao Teatro Municipal e na calçada do Viaduto do Chá, diante do prédio da prefeitura paulista. Entre eles estavam integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Força Sindical.

“Estamos em campanha, em vários locais, para mostrar que o imigrante tem de sair da invisibilidade para conquistar os seus direitos. Não é só vir para o Brasil trabalhar e conquistar, simplesmente, um cartão de residência. Tem de buscar melhores condições de saúde, educação e o direito de voto, de cidadania completa”, argumentou Roque Patússi, coordenador do Centro de Apoio aos Imigrantes.

Ele informou que as reivindicações serão encaminhadas a representantes das três esferas de governo: municipal, estadual e federal. No manifesto, os imigrantes destacaram que “Aqui Vivemos. Aqui votamos” e justificaram que o momento de “crise do capitalismo e da precarização do trabalho” é oportuno para mudar o conceito da “criminalização das migrações pelo paradigma dos direitos humanos, cidadania plena e integração dos povos”.

De acordo com Patússi, dos cerca de l,5 milhão de imigrantes estimados no País, vivem, em São Paulo, cerca de 250 mil bolivianos, 80 mil paraguaios e 50 mil peruanos e um número menor de pessoas vindas de outras nações.

O ato faz parte das comemorações alusivas ao Dia Mundial dos Imigrantes e ao vigésimo primeiro aniversário da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos de Todos os Trabalhadores Migrantes e de Suas Famílias. Também está associado ao Dia da Ação Global Contra o Racismo e Xenofobia, pelos Direitos dos Migrantes e Refugiados. As informações são da Agência Brasil.

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