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Em MG, 31 municípios decretam situação de emergência

Por Da Redação 27 dez 2011, 17h18

Por Marcelo Portela

Belo Horizonte – Apesar da redução na intensidade, a chuva continua causando estragos em Minas Gerais. Desde outubro, quando teve início o período chuvoso no Estado, 31 municípios já decretaram situação de emergência por causa de tempestades, granizo, vendavais, enchentes, deslizamentos de terra, enxurradas e inundações. Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), há possibilidade de chuva moderada a forte nos próximos dias, principalmente nas regiões centro, sul, sudeste, norte e no Triângulo Mineiro.

As últimas cidades a entrarem na lista, de acordo com a Cedec, foram Setubinha, no Vale do Mucuri; São João do Oriente, no Vale do Rio Doce; Raposos e Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte; e Conceição do Pará, na região oeste de Minas. Ainda segundo a Defesa Civil, apesar de não integrar a lista de cidades em estado de emergência, Perdões, também na região oeste do Estado, foi atingida por uma forte tempestade ontem (26). A Defesa Civil municipal informou que pelo menos 59 pessoas tiveram que deixar suas casas por causa de inundações causadas pela elevação do nível da água na junção dos córregos Carapinas e Estrelas.

Balanço da Cedec divulgado hoje mostra também que, além das cidades em situação de emergência, 62 municípios foram afetados pela chuva em Minas desde outubro. No período, tempestades, inundações e deslizamentos de terra causaram a destruição de 73 residências e 38 pontes, além de danos em outras 1.952 casas e 26 pontes.

Segundo o órgão, mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pela chuva, que já deixou 335 pessoas desabrigadas (que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos) e 7.759 desalojadas (que podem contar com ajuda de vizinhos e familiares), além de 31 feridos. A Cedec contabiliza oficialmente duas mortes, ocorridas em Reduto e Governador Valadares em outubro e novembro, respectivamente, mas não considera que o servente de pedreiro Raimundo Gabriel da Silva, de 53 anos, morto em um deslizamento de terra na obra que trabalhava em meio a um temporal na região centro-sul da capital em 20 de dezembro, seja vítima da chuva.

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