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Em discurso na TV, Lula defende consumo

Por Da Redação 22 dez 2008, 21h01

Com agência Reuters

Em mensagem de fim de ano veiculada em emissoras de rádio e TV nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve o otimismo ao comentar os efeitos da crise financeira mundial sobre a economia brasileira. Falando por cerca de oito minutos para a audiência da TV aberta, Lula, mesmo em meio à turbulência, incentivou a população a consumir, como forma de fazer a economia girar e impedir o desemprego.

“Meu amigo e minha amiga, não tenha medo de consumir com responsabilidade. Se você está com dívidas, procure antes equilibrar seu orçamento. Mas, se tem um dinheirinho no bolso ou recebeu o décimo-terceiro, e está querendo comprar uma geladeira, um fogão ou trocar de carro, não frustre seu sonho, com medo do futuro”, afirmou o presidente, que também conclamou os empresários a manter os investimentos.

“Se você não comprar, o comércio não vende. E se a loja não vender, não fará novas encomendas à fábrica. E aí a fábrica produzirá menos e, a médio prazo, seu emprego poderá estar em risco.” O presidente voltou a dizer que o país está preparado para enfrentar a crise e enumerou os indicadores que considera positivos, como o controle da inflação, a redução da dívida pública e diversificação dos destinos das exportações brasileiras.

Crescimento – “Enquanto a maioria dos países ricos está em recessão, o Brasil vai continuar crescendo”, afirmou o presidente, sem, no entanto, revelar uma previsão específica de crescimento. Mais cedo, durante um discurso junto ao presidente francês Nicolas Sarkozy no Rio de Janeiro, ele previu um avanço de 4% do PIB para 2009, índice maior do que a expectativa do Banco Central, de 3,2%.

Lula ainda apontou a falta de controle do sistema financeiro por parte de Estados Unidos e Europa como responsáveis pelo momento econômico adverso. “Em vez de cumprirem seu papel na economia, financiando o setor produtivo, os bancos viraram um grande cassino”, criticou. Ele disse ainda que o governo já tomou medidas para combater os efeitos da crise e que manterá os investimentos públicos nas obras de infra-estrutura.

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