Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

“Ele é um monstro, louco e agressivo”, diz irmão de Eloá

O depoimento de Ronickson Pimentel começou às 9h20. Ele foi a primeira testemunha a falar no segundo dia do julgamento de Lindemberg Alves Fernandes

Por Cida Alves, de Santo André 14 fev 2012, 09h58

O depoimento de Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Pimentel, começou às 9h20 desta terça-feira e terminou cerca de uma hora depois. Ele foi a primeira testemunha a falar no Fórum de Santo André, no ABC Paulista, no segundo dia do julgamento de Lindemberg Alves Fernandes, acusado de matar Eloá em 2008.

A acusação se concentrou em provar a tese de que o réu sempre teve uma personalidade agressiva. Ronickson e Lindemberg se conheceram antes que ele começasse a namorar Eloá. “Não éramos amigos”, afirmou Ronickson. “Mas morávamos na mesma região e jogávamos futebol juntos”.

Ronickson contou que Lindemberg tinha fama de brigão e era bastante vingativo. “Ele não aceitava brincadeiras”, disse. “Sempre ia para cima quando alguém fazia alguma piada. Ele é um monstro, louco e agressivo”.

Na visão de Ronickson, Lindemberg se aproximou do irmão mais novo, Everton Douglas, com o único objetivo de conhecer Eloá. No dia 13 de outubro de 2008, antes de invadir o apartamento onde a ex-namorada estava com mais três amigos, Lindemberg teria levado Douglas para jogar bola no Parque do Pedroso, localizado numa região afastada de Santo André. Chegando lá, tirou o celular de Douglas e seguiu sozinho para o apartamento. Segundo depoimento prestado nesta segunda-feira por Nayara Rodrigues da Silva, Lindemberg ficou surpreso ao ver outras pessoas na casa. “Ele entrou segurando a arma e ficou bastante surpreso quando nos viu lá”, contou Nayara. “Falava que não era para estarmos ali. Que ia chegar, matar a Eloá e sair andando”.

“Eu via minha irmã constantemente chorando pelos cantos”, contou Ronickson. “Ela falava que era porque eles tinham brigado, mas nunca dizia o motivo”. Segundo Ronickson, depois do assassinato da irmã, Douglas se tornou uma pessoa fechada. “Ele se sente culpado pelo que aconteceu”.

Defesa – Ana Lúcia Assad, advogada de Lindemberg, pediu para Ronickson ler parte de um dos dois depoimentos prestados à Justiça anteriormente, onde ele aparece descrevendo o réu como uma pessoa tranquila e trabalhadora. “Eu me referia a como ele se comportava na frente da minha família”, esclareceu Ronickson.

Depois de Ronicson, prestou depoimento Marcos Antonio Cabello, a primeira testemunha de defesa. Ele foi chamado pelos advogados de Lindemberg na época do crime para acompanhar o depoimento de Nayara enquanto ela ainda estava no hospistal.

Continua após a publicidade

Publicidade