“Ela era parte da família”, dizem ex-patrões de doméstica mantida em condições análogas à escravidão
Idosa será indenizada em aproximadamente 645 000 reais, após 52 anos de trabalho não remunerado
O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro fechou um acordo com os ex-patrões de uma idosa que havia sido resgatada em condições análogas à escravidão, após uma inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio da Polícia Federal, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no último dia 14.
Pelo termo de ajustamento de conduta, os ex-chefes da empregada doméstica terão de pagar aproximadamente 645 000 reais em indenizações e verbas trabalhistas, cuja maior parte deve ser feita nos próximos 60 meses.
A inspeção foi desencadeada por uma denúncia cuja autoria não foi divulgada pelo órgão. Durante 52 anos, ela teve a mão de obra explorada sem pagamento de salários, ou outras formas de remuneração. A trabalhadora era responsável por realizar todas as atividades domésticas da residência, além de cuidar do filho da empregadora quando criança.
Durante a inspeção, foram ouvidos a trabalhadora e os empregadores, que afirmaram que ela era tratada como “parte da família”.
O MPT-RJ afirmou em nota que a trabalhadora se encontra atualmente em um local seguro, onde recebe o acolhimento necessário.







