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Eike Batista estuda ‘adotar’ favela no Rio de Janeiro

Bilionário quer mostrar poder da iniciativa privada para promover melhorias

Por Rafael Lemos, do Rio de Janeiro 24 Maio 2012, 02h30

O empresário Eike Batista estuda adotar uma favela do Rio de Janeiro. A revelação foi feita durante uma palesta, na noite desta quarta-feira, na conferência ‘O Brasil no novo cenário global’, promovida pelo Ibmec no campus da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

“Se eu puder, vou abraçar uma dessas favelas do Rio e transformá-la num paraíso. Não entendo por que essas grandes empreiteiras nunca pensam no entorno. Só querem lançar o empreendimento e vender rápido. Quero provocar os empresários a pensarem assim, mais holisticamente”, afirmou Eike.

O empresário já desempenha um papel importante no processo de pacificação das favelas do Rio, doando 20 milhões de reais por ano na compra de equipamentos e na construção das sedes das UPPs. O intuito de adotar uma favela, no entanto, é mostrar que a iniciativa privada pode agir sozinha e promover melhorias na cidade.

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Papel do estado – “Nas UPPs, ajudamos o estado a executar. Nas favelas, a ideia é induzir o começo de uma mudança. Na verdade, quem deveria fazer isso é o estado, mas eu vou fazer. Acho que pegar e urbanizar uma favela decentemente é brilhante. Não importa se demorar um tempo. Mas, se não começar, não vai fazer nunca”, afirmou.

O homem mais rico do Brasil também cobrou menos egoísmo dos colegas empresários. “Talvez, a Alemanha seja o que é porque pensa no seu entorno. Essa nossa cultura ibérica egoísta, de só pensar em si mesmo, não está com nada”, defendeu.

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