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Eduardo Paes tenta dialogar com professores sem o sindicato

Prefeito participa de reunião e ouve reivindicações de professores, diretores e pais de alunos da rede municipal de educação, no Palácio da Cidade

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 8 out 2013, 17h00

O prefeito Eduardo Paes, que enfrenta uma paralisação de 52 dias na rede municipal de educação, desistiu de tentar negociar o fim da greve com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) e busca novos canais de diálogo com a categoria. Nesta terça-feira, Paes participou de uma reunião com representantes dos conselhos de professores, diretores e pais de alunos das escolas municipais, no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul. Durante o encontro, que se estendeu por cinco horas, o prefeito ouviu reivindicações, como melhorias da estrutura física das escolas, e propostas sobre a reposição das aulas.

“Diálogo pressupõe uma pauta racional de reivindicações. Quem senta à mesa e pede a exoneração da secretária (Claudia Costin) e a revogação de uma lei que dá aumento ao professor não está querendo negociar. Quer fingir que negocia. A direção do sindicato radicalizou. Eles querem até nomear a secretária da Educação no meu lugar”, afirmou Paes. “Eles não querem acordo. Por isso estamos conversando com outros representantes dos professores”, afirmou.

O prefeito afirmou que os educadores que não voltarem às salas de aula terão o ponto cortado. Na segunda-feira, o Tribunal de Justiça negou recurso contra a liminar que obrigou os professores a voltar a trabalhar, sob multa diária de 200.000 reais, e autorizou o corte do ponto dos grevistas a partir do dia 3 de setembro, data em que o Sepe-RJ foi intimado a cumprir a decisão.

“A direção das escolas vai informar as faltas à secretaria de Educação e os grevistas terão o ponto cortado”, avisou o prefeito.

Segundo Paes, a greve chegou a atingir quase 20% dos 42.000 professores da rede, mas perdeu força. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a paralisação, hoje, afeta 10% dos educadores. Paes se recusou a comentar a atuação da Polícia Militar durante o confronto da noite de segunda-feira, após protesto de professores, no centro da cidade.

“A única coisa que eu garanto é que aquelas cenas de vandalismo não têm qualquer relação com o professor do município. Professor da rede municipal não faz aquilo, não pratica vandalismo”, disse.

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Resposta – Em nota, o Sepe confirmou que não foi convidado, mas que “alguns diretores do sindicato tentaram entrar na sede da prefeitura para reivindicar a reabertura das negociações e permissão para participar da reunião”. Eles erraram o local, já que o encontro ocorreu no Palácio da Cidade, em Botafogo. O sindicato ainda disse que não considera este o início de uma nova negociação, porque os conselhos não representam a categoria.

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