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Eduardo Campos recua sobre 2014 e diz apenas que ‘PSB cresceu’

Governador fez um balanço do desempenho do partido nas urnas neste ano

Por Tai Nalon 10 out 2012, 19h14

Três dias depois de manifestar suas pretensões políticas ao se colocar “no páreo” em 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse nesta quarta-feira que quer evitar discutir candidaturas para as próximas eleições. Em conversa com jornalistas durante reunião da Executiva Nacional do partido, ele afirmou que “quem pensa no Brasil com responsabilidade não eleitoraliza o futuro”.

“Quem ganha tem que saber ganhar. O PSB cresceu exatamente porque não fica pensando em eleição”, disse ao ser questionado se o crescimento verificado nas urnas o credencia para a disputa presidencial contra Dilma Rousseff.

Balanço do partido divulgado nesta quarta-feira mostra que o PSB evoluiu de 310 para 434 prefeituras no país desde 2008. Segundo levantamento do site de VEJA, foi o maior aumento proporcional entre todos os partidos que disputaram eleições, em torno de 40%. Mesmo assim, para Campos, o discurso corrente é de “gratidão” à presidente, cuja interferência em Belo Horizonte, na campanha rival de Patrus Ananias, “ficou no passado”.

O PSB trabalha agora para minimizar o impacto da cisão com o PT nas capitais onde ainda disputa o segundo turno exatamente com o partido aliado. Campos negou o desgaste com o ex-presidente Lula por conta do embate em Pernambuco e disse que “eleição municipal é assim mesmo, ela dispersa mais que eleição no estado e no país”. “Às vezes é mais difícil ganhar do que perder”, disse. Defendeu, contudo, o legado do senador mineiro Aécio Neves (PSDB), por quem “tem o maior apreço” e com quem venceu as eleições para a prefeitura de Belo Horizonte. “

Cid Gomes – O governador do Ceará, Cid Gomes, repetiu o tom de cautela. Disse que o PSB deveria “esperar um pouco mais” para lançar eventual candidatura para presidente. “Acho que em 2014 seria, ao meu ver, atropelar as coisas. Temos de ter cautela para não atrapalhar as coisas”, disse. “O que é muito mais importante que um grande número [de prefeituras] é uma boa distribuição”, disse, ao enfatizar que o PSB elegeu a parte mais importante de seu quadro de prefeitos em cidades do Nordeste.

Gomes disse ainda que o partido trabalha com a provável candidatura de Dilma à reeleição, mas, caso a presidente desista do projeto, o PSB não se vê obrigado a apoiar o PT em outro projeto presidencial. “Trabalhamos na hipótese que o governo Dilma, que ela, seja candidata à reeleição. Se não for, zera tudo”, disse. Para ele, o trunfo do partido é o modo “diferente” do que PT e PMDB lidam com a política. “Eles andam muito parecidos ultimamente.”

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