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Eduardo Campos é velado no Recife

A cerimônia acontece no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, que foi preparado para receber um público estimado em 150 mil pessoas

Por Laryssa Borges e Talita Fernandes, de Recife 17 ago 2014, 06h41

(Atualizada às 9h30)

Familiares de Eduardo Campos, líderes do PSB e a candidata a vice-presidente Marina Silva retornaram ao salão onde acontece o velório do político, no Palácio do Campo das Princesas, por volta das 9h da manhã deste domingo. Tanto Marina Silva quando a viúva Renata Campos e seus quatro filhos mais velhos haviam passado a madrugada ao lado do caixão de Campos, mas se recolheram para descansar ao amanhecer. Retornaram ao local onde o ex-governador está sendo velado por volta de 9 horas e aguardam o início da missa campal, que começaria às 10 horas, mas foi adiada devido ao atraso no voo da presidente Dilma Rousseff.

O velório de Campos, seu assessor de imprensa, Carlos Augusto Leal Filho (Percol), e do fotógrafo da campanha, Alexandre Severo, começou às 2h deste domingo. Os três foram vítimas, junto com mais quatro pessoas, de um acidente aéreo em Santos, na última quarta-feira. A cerimônia acontece na sede do governo estadual, no centro de Recife, que foi preparada para receber um público estimado em 150 mil pessoas.

O velório permaneceu aberto à população durante toda a noite. Orações organizadas por familiares do candidato do PSB e por admiradores deram o tom das cerimônias fúnebres neste domingo. O caixão com os restos mortais de Eduardo Campos foi coberto com as bandeiras do Brasil, de Pernambuco e do PSB, partido que o político presidiu.

Centenas de coroas de flores foram colocadas diante do palácio com condolências de autoridades. Em destaque estão as enviadas pelo ex-presidente Lula e pela ex-primeira dama, Marisa Letícia, e pelo governador de Pernambuco João Lyra Neto. Também enviaram flores à família de Eduardo Campos, entre outros, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, o novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, representações diplomáticas dos Estados Unidos, Canadá e Venezuela, os bancos Santander e Bradesco, e a diretoria do Santos futebol Clube.

Marina Silva se manteve o tempo todo ao lado da família Campos. A ex-senadora foi também acompanhada de suas três filhas: Moara, Shalom e Maiara, além de membros da Rede Sustentabilidade, como o deputado Walter Feldman e Pedro Ivo. Heloísa Helena, que disputa o Senado por Alagoas, pelo PSOL, também estava presente.

Durante a madrugada, nos fundos do Palácio, membros do partido mostraram forte comoção ao trocarem calorosos abraços, acompanhados de choro e suspiros. Estiveram presentes o atual presidente da sigla, o ex-ministro Roberto Amaral, o senador Rodrigo Rollemberg, o deputado Beto Albuquerque e Carlos Siqueira, secretário-geral.

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Cortejo – O cortejo que levou os restos mortais de Eduardo Campos e de dois de seus assessores durou cerca de duas horas, percorrendo onze bairros do Recife. Os três filhos mais velhos do ex-governador, Maria Eduarda, João e Pedro, percorreram todo o trajeto no topo do caminhão do corpo de bombeiros, ao lado do caixão do pai. Os três vestiam camisetas amarelas com uma das últimas frases públicas de Campos: “Não vamos desistir do Brasil.” Também repetiram um gesto indicando força ao levantarem o punho cerrado em riste. Renata, a viúva de Campos, acompanhou o cortejo na parte inferior com caminhão, levando o filho José.

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Ao longo do caminho, moradores se dirigiam à rua, alguns com velas, ou bandeiras do Brasil e do Estado de Pernambuco. Em alguns locais, os caminhões foram recebidos com aplausos. Os restos mortais de Severo e (Percol) seguiram o cortejo em um segundo caminhão dos bombeiros. Ao chegar no local do velório, o Palácio do Campo das Princesas, os três foram recebidos pela cavalaria e novamente saudados com aplausos.

A população nos arredores da sede do governo entoou gritos de clamor como “Eduardo, guerreiro do povo brasileiro”. Também foram cantados o hino nacional e de Pernambuco e tradicional música do Estado, “Madeirinha do Rosário”, que foi mote da campanha de Campos ao governo do Estado depois que Ariano Suassuna, morto no fim de julho, cantou-a na propaganda de campanha.

Alguns dos participantes chegaram a pedir Justiça, sob a acusação de que Campos teria sido vítima de um assassinato. Além do ex-governador, o público saudou Marina Silva, provável substituta do pernambucano na chapa do PSB que disputa a Presidência. A viúva Renata também foi aclamada.

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