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Edmundo é considerado foragido

Polícia não localizou o ex-jogador. Juiz que ordenou a prisão diz que ele está fora da lei

Por Com reportagem de Leo Pinheiro - 15 jun 2011, 18h34

O ex-jogador Edmundo Alves de Souza Neto já é considerado foragido. A polícia do Rio de Janeiro não o encontrou em nenhum dos cinco endereços que ele tem registrados. O juiz Carlos Eduardo Carvalho da Vara de Execuções Penais do Rio (VEP), que determinou a prisão de Edmundo na última terça-feira, também o considera foragido. “Uma pessoa que sabe da existência de um mandado de busca e não se apresenta está fora da lei”, disse o juiz. Carvalho reafirma que a pena não prescreveu. Ele explica que o prazo para a prescrição tem que ser contado a partir de 5 de outubro de 1999, quando o ex-jogador foi condenado, e não de 1995, quando ocorreu o acidente que matou três pessoas e feriu outras três.

O ex-jogador foi condenado pelos homicídios culposos (quando não há intenção de matar) de três pessoas e lesões corporais também culposas em outras três. No acidente de carro na Lagoa, zona Sul do Rio, o jipe Cherokee do ex-jogador estava a 120 quilômetros por hora quando bateu num Fiat Uno e capotou. No acidente, morreram o motorista do Uno, Carlos Pontes, sua namorada, Alessandra Perrota, e Joana Couto, que estava no carro com o jogador e outras duas pessoas. Na ocasião, Edmundo não passou por dosagem alcoólica.

O prazo de prescrição desses crimes é de 12 anos, portanto só termina em outubro de 2011. A condenação de Edmundo saiu em 1999, e prevê quatro anos e seis meses de prisão, em regime semi-aberto. Desde então, a defesa tenta na Justiça reverter a sentença da 17ª Vara Criminal da Capital, que condenou o ex-jogador.

Os advogados do jogador recorreram, mas a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão no dia 5 de outubro de 1999. Edmundo chegou a ficar preso por 24 horas, mas a defesa conseguiu um habeas corpus que permitiu que o ex-jogador recorresse em liberdade. Edmundo recorreu, então, aos órgãos superiores, em Brasília. O Supremo Tribunal Federal (STF), por sua vez, manteve a condenação.

Após o STF ter mantido a condenação, os advogados de Edmundo alegaram que ele não poderia ser preso porque o processo já havia sido prescrito. O advogado de Edmundo, Arthur Lavigne, deve entrar com pedido de habeas corpus ainda nesta quarta-feira.

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