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‘É uma dor imensurável’, afirma o prefeito de Santa Maria

Cezar Schirmer dá dimensão da tragédia entre os moradores. E, embora, a Kiss estivesse em situação regular na prefeitura, diz: 'Nossa fiscalização é rigorosa'

O prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, falou nesta segunda-feira ao site de VEJA sobre o incêndio que matou 231 jovens na madrugada de domingo. Bastante emocionado, Schirmer deu a dimensão de uma tragédia dessa magnitude em uma cidade com 263.000 habitantes: “Não há ninguém que não tenha um vizinho, primo ou colega vitimado pelo incêndio. Eu mesmo perdi um primo”.

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Ao falar sobre o estado de espírito da população local, Schirmer afirmou que todos estão muito abalados. E chorou ao lembrar-se do que uma de suas três filhas lhe disse em meio a tragédia: “Pai, a tua missão agora é fazer a cidade voltar a ser feliz”. A missão, ele reconhece, será muito difícil. “É uma dor que não se pode mensurar. Somente o tempo nos ajudará a superar, temos de seguir em frente”.

Schirmer afirma que soube do ocorrido por volta das 3 horas de domingo – e que a prefeitura apressou-se em prestar socorro aos sobreviventes. Segundo ele, não faltaram leitos ou ambulâncias para acudir os feridos. Ao falar sobre a fiscalização da boate Kiss, palco da tragédia, o prefeito deixou a desejar no quesito explicações. Afirmou que a fiscalização na cidade é rigorosa e efetiva – e que ainda em janeiro uma casa noturna local foi fechada por falta de segurança.

A situação da Kiss, contudo, estava regular na prefeitura, embora a administração ainda não estivesse de posse de um atestado que deveria ser emitido pelo Corpo de Bombeiros sobre as condições do local. O documento, vencido em agosto, deveria ser renovado, mas a vistoria ainda não havia sido realizada.