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Dutra tem um dos piores trechos de rodovias do país

Paraná tem mais pontos considerados de risco nas rodovias federais; trecho com maior número de acidentes fatais está em Santa Catarina

Por Marcela Mattos 19 dez 2013, 17h19

Um trecho da via Dutra (BR-116), no Estado de São Paulo, é o terceiro mais perigoso do país, segundo estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado nesta quarta-feira. Neste ano, nos quilômetros 220 a 230 da via foram registrados 612 acidentes, deixando 313 feridos e 18 mortos.

O governo federal apresentou nesta quinta-feira uma lista com os cem piores trechos de rodovias do país, feito com base em pesos diferenciados para cada tipo de acidente – com e sem feridos, com e sem morte – e na quantidade de casos registrados. O governo afirmou que uma ação integrada entre diversos ministérios vai definir diretrizes para diminuir os índices nesses pontos.

Líder do ranking, os quilômetros 200 a 210 da BR-101, na região de Biguaçu (SC), computaram 1.049 acidentes, o que levou treze pessoas à morte e deixou outras 516 feridas. Em seguida, aparece o trecho dos quilômetros 490 a 500 da Fernão Dias, na altura de Betim (MG). Foram 889 acidentes, com 20 mortos e 273 feridos. Apesar de não estar no topo da lista, o Estado do Paraná é o que tem mais trechos considerados de risco: dezesseis.

Veja a lista completa das rodovias

O governo federal tenta se descolar do problema e aponta os motoristas como os culpados pelo alto índice de acidentes: “Quando há uma melhora no pavimento, há uma tendência natural de aumento da velocidade. Isso dá uma melhor condição de tráfego, mas ao mesmo tempo faz com que o usuário ande em maior velocidade”, afirmou o ministro dos Transportes, César Borges. “Não se pode dizer que há uma explicação única. Ou são curvas acentuadas ou um tráfego intenso. Há uma série de situações que explicam cada trecho”, completou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Cardozo reconheceu que o quadro efetivo de policiais para fiscalizar as estradas ainda é baixo e não acompanhou o aumento da malha rodoviária brasileira. “A nossa capacidade de reposição é marcada por uma série de fatores que não podem ser relevados, como a liberação de concursos públicos e treinamento de pessoal. Considerando os policiais que deixam a corporação, essa situação dá uma velocidade de reposição pequena”, disse.

Operação – Para reduzir o número de acidentes no período de férias, o governo federal anunciou que vai intensificar, a partir desta quinta-feira, a fiscalização nas estradas federais. O programa RodoVida tem duração até 31 de janeiro e vai ser repetido durante o Carnaval.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, vão ser destacados mais de 1.300 policiais rodoviários por dia, que devem aplicar mais de 1.130 ações de fiscalização e contarão com mais 130 radares móveis. O custo previsto para a operação é de 1,5 milhão de reais.

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