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Duque já decidiu o futuro de Sarney

O futuro do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) já está decidido. Pelo menos é o que afirmou nesta terça-feira o presidente do Conselho de Ética da Casa, Paulo Duque (PMDB-RJ), o aliado de Sarney encarregado de analisar os 11 pedidos de investigação contra o presidente da instituição. “”á está tudo decidido, está apenas em segredo. Eu estou cumprindo um dever cívico, sem medo de nada. Estou preparado para tudo”, disse Duque.

Na função de presidente do colegiado, Duque tem a prerrogativa de arquivar os processos imediatamente, sem nem mesmo abrir uma investigação para apurar a veracidade dos fatos. O senador pode, também, nomear um relator para analisar as denúncias. “Se eu arquivar ou não isso não será definitivo porque cabe recurso”, disse Duque. Ele ainda negou que tenha recebido qualquer pressão para tomar sua posição.

Duque vai analisar, ao todo, cinco representações – duas do PSOL e três do PSDB – e seis denúncias – quatro de autoria do líder tucano Arthur Virgílio (AM) e duas assinadas em conjunto por Virgílio e Cristovam Buarque (PDT-DF). Um parlamentar acusado de quebra decoro pode, se o processo é aprovado em plenário, perder o mandato.

O senador Paulo Duque foi indicado para o cargo pelo grupo aliados de Sarney na Casa, liderado por Renan Calheiros (AL). Dez dos 15 senadores que integram o Conselho são da base aliada do governo.

Na manhã desta terça, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) confirmou que o bloco de parlamentares que defende o afastamento de Sarney irá recorrer contra qualquer arquivamento sumário que o presidente do Conselho de Ética possa promover.