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Dono de Porsche diz que não estava em alta velocidade

Em depoimento à polícia nesta quinta-feira, Marcelo Malvio de Lima disse que acelerou um pouco acima da velocidade permitida para evitar assalto

Por Da Redação - 22 jul 2011, 12h13

O engenheiro Marcelo Malvio de Lima, de 36 anos, motorista envolvido no acidente que matou a advogada baiana Carolina Menezes Cintra Santos, 28, prestou depoimento à polícia nesta quinta-feira. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Lima informou que não estava bêbado quando chocou seu Porsche contra o Tucson de Carolina, em 9 de julho, no cruzamento das ruas Tabapuã e Bandeira Paulista, no Itaim Bibi, em São Paulo.

Lima responde a um inquérito por homícido doloso – quando há a intenção de matar. No depoimento, ele negou que estava em alta velocidade. Disse que, ao ver “duas pessoas estranhas” na rua, pensou que seria assaltado e acelerou um pouco acima da velocidade permitida de 60 quilômetros por hora para alcançar o semáforo aberto.

Segundo a perícia, Lima estava a 150 quilômetros por hora quando Carolina, que vinha em baixa velocidade pela Rua Bandeira Paulista, passou o sinal vermelho. O delegado Paul Henry Verduraz, do 15º Distrito Policial, informou que Lima deve ir a júri popular. Para não ser preso, o engenheiro pagou fiança de 300.000 reais.

Sem bafômetro ─ Marcelo Malvio de Lima chorou ao terminar seu depoimento, que durou duas horas. Na noite do acidente, informou que havia acabado de sair de um jantar com uma amiga num restaurante perto do Itaim Bibi. Os dois dividiram uma garrafa de vinho que, segundo a reportagem da Folha, não foi totalmente consumida. Depois do acidente, o engenheiro não foi submetido ao teste de bafômetro. Testemunhas, contudo, disseram que Lima parecia estar alcoolizado. Avaliado em 600.000 reais, o Porsche havia sido comprado por Lima um mês antes do acidente.

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(Com Agência Estado)

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