Dois suspeitos de morte de jovem em rope jump são soltos pela Justiça
Gabriel Barros Martins e João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva foram colocados em liberdade nesta quarta-feira, 8; MP os considerou inocentes e não os denunciou
Dois dos suspeitos de terem provocado a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que foi jogada de rope jump em Limeira sem os equipamentos de proteção, foram soltos nesta quarta-feira, 8, pela Justiça de São Paulo. Nesse mesmo dia, o Ministério Público ofereceu denúncia criminal contra quatro pessoas. Gabriel Barros Martins e João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, que agora estão em liberdade, não foram indiciados pela Polícia e foram considerados inocentes pelas investigações.
Martins era responsável por ajudar os participantes na descida e Silva, por recolher os equipamentos após o salto. Tanto a Polícia quanto o MP concluíram que nenhum dos dois teve participação direta na morte da jovem, que tinha apenas 21 anos.
“É um sentimento de angústia constante, um sentimento aterrorizante, até porque a gente não tem notícias de como as coisas estão, do que está acontecendo. É extremamente angustiante. Graças a Deus, agora estou mais aliviado, me sinto grato. As equipes de investigações, que fizeram o trabalho deles, conseguiram investigar tudo, ver que, de fato, eu não tinha nada a ver com aquilo, porque eu estava prestando um serviço. Minha parte era ficar só na parte de baixo da ponte. Foi aterrorizante”, disse Silva em entrevista ao canal de televisão EPTV.
Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram denunciados por homicídio com dolo eventual (quando se exerce uma atividade de risco em que a pessoa sabe que há risco de morte), com as agravantes de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Evelyne dos Santos Gonçalves, organizadora da excursão, responderá também por homicídio, mas por omissão imprópria (quando uma pessoa tem um dever de cuidado que não é exercido) e por fraude processual, por ter supostamente desaparecido com a câmera GoPro que a vítima usava quando morreu.
Os quatro continuam presos. A denúncia foi ofertada e correrá em Limeira, no interior de São Paulo.







